Terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Período de Reflexão

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 08/10/2009

No próximo Domingo, seremos chamados a escolher os nossos governantes locais para os próximos 4 anos.

Penso que estas eleições autárquicas se revestem da maior importância para o Concelho de Santo Tirso. O que está em jogo não é nem o Passado, nem o Presente do nosso Concelho, mas sim o seu Futuro. Um Futuro que se quer promissor e que traga esperança a todos os quantos sofrem no dia-a-dia as agruras por não terem emprego, não terem saneamento básico, não terem água, não terem um infantário para deixar os seus filhos, não terem uma caixa multibanco, não terem uma rede viária que lhes permita deslocarem-se com rapidez e segurança e não terem muitas outras coisas essenciais ao seu bem estar.

O Concelho de Santo Tirso e em especial a zona do Vale do Ave, precisam de um projecto alargado e realista, como forma de recuperar os índices de confiança das suas gentes. Sem confiança, sem positivismo, sem envolvimento, sem projectos, Santo Tirso continuará a caminhar sem rumo, sem norte, para um beco sem saída.
Existem várias formas de tentar transmitir uma mensagem ou um projecto político. A forma mais fácil é reduzi-lo a papel e esperar que as suas ideias passem. A forma mais difícil é, antes de ir a votos, estar no terreno a provar que é possível pôr em prática as ideias que um determinado projecto defende.

Em altura de eleições é inevitavél ouvirmos a famosa frase: “prometem, prometem, mas depois não fazem nada”. A verdade é que muitas das vezes a população tem razão, mas há sempre as excepções que confirmam a regra. Se alguém conseguir provar à população, ainda antes de ser eleito, que é capaz de pôr em prática aquilo a que se propõem realizar durante o seu mandato, certamente será merecedor da confiança das suas gentes.

A verdade é que quando trabalhamos a favor dos nossos vizinhos, dos nossos conterrâneos, da população da nossa freguesia e do nosso concelho, não devemos ter vergonha de mostrar o que valemos, não devemos ter vergonha de mostrar o que estamos dispostos a fazer pela nossa terra e não devemos, acima de tudo, deixar de dar a cara por aquilo em que acreditamos. Devemos, isso sim, assumir que estamos predispostos a trabalhar e a fazer mais pelos nossos vizinhos, pelos nossos conterrâneos, pela população da nossa freguesia e concelho e, acima de tudo, pela nossa terra.

Defendo, ao contrário de muitos, que em política não vale tudo. Em política devemos ser capazes de defender as nossas ideias com civismo e cordialidade. Saber respeitar as opiniões e ideias dos outros, saber reconhecer que quando se assume um cargo como Presidente de Câmara ou de Junta se deve ser justo e respeitador. Defendo que, acima de tudo, se deve assumir uma postura séria, isenta, sem procurar conflitos e que mantenha o distanciamento das questões pessoais de cada um. Só assim se pode manter uma visão equidistante dos problemas e ter o discernimento para resolver cada um deles da melhor maneira. Sem pressões!

Para terminar, peço a todos que no próximo Domingo pensem naquilo que querem de um Presidente de Junta e de Câmara, pensem naquilo que pretendem para vocês e para os vossos filhos e escolham no projecto que melhor se adequa às vossas necessidades.

Cada voto conta...

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