Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 08/11/2007
Como prometi na minha última crónica, vou voltar a falar no assunto do Futuro Centro Social de Vilarinho???. O Futuro a Deus pertence, diz o ditado, mas aos Vilarinhenses nem a intervenção divina poderá ajudar, quer-me parecer…
Foi do conhecimento público o caso que vou relatar. Embora já tenha acontecido há alguns meses, decidi esperar pela momento mais apropriado para publicamente o dar a conhecer a todos os Vilarinhenses.
Esperei pela inauguração no novo cemitério, simplesmente para ouvir as promessas do Sr. Presidente da Câmara Municipal e ter a certeza de que, como já referi num dos títulos da minha crónica, “Mais uma vez Vilarinho ficou para trás”.
Escrevi na edição de 12/10/2006 deste Jornal, que “Mais uma vez Vilarinho ficou para trás”, na altura por causa da cedência de um terreno a Associação “AS”, avaliado em 130 000€, para a construção de um Centro de Dia/Lar de Idosos. Deixando pouco espaço para que o sonho da construção do Centro Social de Vilarinho, fosse uma realidade. Sonho, apadrinhado e apoiado pelo, na altura, candidato a Câmara Municipal, Eng. Castro Fernandes, que o tem transformado em pesadelo.
Passo então a relatar, o novo facto que me deixou completamente abismado.
Na edição do Jornal Entre Margens de 10/05/2007, saiu a notícia com o seguinte título “Sonho Rebordoense vai custar mais de um milhão e meio de euros”, a notícia interessou-me e acabei por a ler, qual foi o meu espanto quando vejo o relato de como a Associação de Solidariedade Social de S. Tiago de Rebordões (ASSTIR), conseguiu o financiamento pelo projecto PARES, para construção de uma infra-estrutura de carácter social, que alberga Lar de Idosos, Centro de Dia com apoio domiciliário e Creche.
Se bem se recordam o projecto do Futuro Centro Social de Vilarinho, foi apresentado em Setembro de 2005, mais uma vez reafirmo, com o apoio total do então candidato a Câmara Municipal Eng. Castro Fernandes.
Qual não é o meu espanto, quando na continuação da notícia o Presidente da ASSTIR, Victor Maurício diz o seguinte: “As candidaturas abriram a 11 de Maio do ano passado (2006) e apesar de na altura a ASSTIR não ter qualquer projecto, não quis deixar passar esta oportunidade. Com a ajuda da Câmara de Santo Tirso, em apenas dez (10) dias o mesmo foi elaborado tendo o projecto dado entrada um quarto de hora antes de terminar o prazo de candidatura ao PARES”
Se os meus conterrâneos de Vilarinho, não acham esta situação uma afronta a sua dignidade e ao seu bom nome, não sei que situação o poderá fazer.
Como é que é possível que um projecto apresentado em Setembro de 2005, seja ultrapassado por um projecto que é feito em 10 dias (Maio de 2006)?
Se isto não é gozar com o esforço e dedicação de toda uma freguesia, eu não sei mesmo o que é…
Mas há mais…
Diz o Sr. Presidente da Câmara o seguinte: “O Conselho Local de Acção Social classificou este equipamento como o melhor de todos, entre as sete (7) propostas surgidas em todo o concelho. Dizendo-se ainda surpreendido pela capacidade de mobilização popular de que este projecto foi capaz, espelhada de resto, no número de pessoas que encheu por completo o salão nobre da junta local”.
Eu questiono duas coisas. Como é possível levar um projecto ao Conselho Local de Acção Social, se o mesmo só foi dado como terminado a um quarto de hora do prazo final da entrega das candidaturas e se a 10 dias do final do prazo não havia projecto sequer?? Afinal como funcionado o referido Conselho?? Com que critérios são votados os projectos?? Quem afinal “domina” o referido órgão??
Será que a reunião e a decisão do melhor projecto aconteceram a 10 minutos de terminar o prazo da entrega das candidaturas?
Será?? Não me quer parecer…
O Sr. Presidente da Câmara não deve ter estado no mesmo sítio que eu em Setembro de 2005, pois se fala da mobilização da população de Rebordões, o que dizer da população de Vilarinho, que esteve presente em massa, não no salão nobre da junta, que leva 90 pessoas, mas no salão de festas da pastelaria S. Miguel, onde estariam seguramente mais de 300 pessoas.
Se tudo o que acabei de relatar, não é brincar com a vontade e com os anseios do povo de Vilarinho, então não sei mais o que dizer.
Eu ainda esperei pela visita do Sr. Presidente da Câmara a Vilarinho, para ver se prometia aquela, que para mim, seria a obra do século, mas como todos assistiram, nem uma palavra acerca do assunto.
Eu deixo à consideração de todos o seguinte. Será que os nossos idosos não mereceriam ser tratados com todo o conforto, carinho e dignidade?
Mais uma vez Vilarinho foi esquecido. Como tem vindo a ser nos últimos anos. Somos usados como armas de arremesso e de propaganda política barata, sem nunca ganharmos nada com isso.
Está na altura de dizer basta…Eu já tomei a minha decisão!!!
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