Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 25/02/2010
Por estas alturas tenho dois grandes amigos que andam a passear pelo mundo…
Infelizmente eu fiquei-me por uma semana na Républica Checa, repartida entre a “minha” Brno, a segunda maior cidade da Républica Checa e Praga...
Mas bom bom seria poder andar atrás destes meus dois amigos. Tenho a certeza que no final de cada uma das suas experiências serão Homens diferentes. Diferentes para melhor, Diferentes consigo mesmo e com os outros. Terão crescido... Terão passado mais uma etapa de crescimento das suas vidas... Aquelas etapas que todos deveriamos ter direito de passar...
Um de passeio pela Ásia, num viagem de um mês, descreve assim um dos sítios que encontrou pelo caminho:
“Finalmente encontro-me em Koh Tao. Depois de tanto ler e pensar no que encontraria, há sempre um pequeno receio de apanhar uma desilusao. Nada mais errado!
Koh Tao é o local mais lindo que vi nestes quase 30 anos de vida! Pelo menos o que mais impacto me causou.
Soltei um UAU esta manhã ao chegar à praia de Maenam, em Koh Samui, mas não consegui sequer expressar-me quando o barco que me transportava se aproximou de Koh Tao. De cortar a respiracao! Praias maravilhosas de areia branca, corais, bungalows, verde, natureza em todo o seu explendor! Nada das confusões típicas de locais turísticos, aqui tudo é calma... Como sempre foi e, arrisco-me a dizer, como sempre será!
A ilha da Tartaruga é o paraíso na Terra, pelo menos para aqueles que tal como eu adoram uma boa praia sem confusões.
Nesta minuscula porção de terra permanecerei 3 dias, nos quais certamente nao me cansarei da água quente e cristalina e da magnífica comida ao preço da chuva.
Acabo de regressar de um dia a fazer mergulho e a ver corais (dia 2). Andei de barco à volta da ilha, tive instrutor, comida, material e vi os locais subaquaticos mais fabulosos pelo exorbitante preco de 9 euros!!! Estes Tailandeses, além de simpaticos, sao doidos.”
O outro está em viagem de descoberta/investigação e descreve assim Israel:
“Caminho pela Gordon street em busca do número 17. Para trás ficou a estação HaShalom com os seus três pisos, centro comercial e uma multidão de jovens espreitando as montras pejadas de imediatismos.
Depois de abandonar a confusão comercial a cidade revela-se tranquila e agradável. As ruas não se apresentam claustrofóbicas, as pessoas são simpáticas (tive de pedir direcções por duas vezes) e os gatos parecem serem reis e senhores entre os animais de estimação. Só de passagem contei quatro. Pendurados em árvores ou escondidos nos muros, vão espreitando curiosamente quem passa.
Subo um pequeno lance de escadas. Um tolde verde deixa-se abanar suavemente pelo vento enquanto que na sua sombra um gato (outro) adormece encostado a um vaso. A porta está aberta. Quando levando o olhar noto que uma figura olha para mim. Pergunta-me o nome e pede o meu passaporte. Com as chaves na mão pergunto ao recepcionista por um local onde almoçar depois de subir para o meu quarto e pousar a mochila. Uma esplanada de preferência, acrescento...
Finalmente o Mediterrâneo entra pelos meus olhos dentro. Os azuis celeste e marinho competem pela atenção das pessoas que passam enquanto que cabisbaixos farrapos de nuvens se retiram para lugar incerto. O ar salgado apresenta-se revigorante, os sentidos estão atentos, a luz é rebelde e liberta os meus olhos da cinzenta prisão invernal imposta pela latitude Germânica. Estico os braços sem reparar na empregada que se aproxima com o meu pedido. Por pouco não provoco um acidente. Peço desculpa rapidamente e pergunto se Fevereiro costuma ser assim tão quente. Ela responde que este é o primeiro dia de calor a sério, durante a semana passada esteve muito frio, "cerca de dez graus", acrescenta. Realmente tudo neste Mundo é relativo...
Deixo uma considerável gorjeta na mesa antes de partir à descoberta das poucas horas de luz reservadas para este dia.
De volta ao meu quarto apercebo-me de como é pequeno. Não se pode pedir muito mais por apenas 120 Shekels por noite. Ligo a TV e coloco duas garrafas de água no frigorífico juntamente com algumas maças que comprei no mercado. Lá fora a cidade teima em não dormir, cá dentro sou embalado por imagens de vulcões e plumas de fumo, cortesia do National Geographic.”
Todos unm dia na vida deveriamos ter a oportunidade de viajar assim, livremente... Descrevendo o que sentimos e vivemos...
Assim CRESCI eu como Homem...
Assim cresceríamos todos, tenho a certeza....
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