Quinta-feira, 25 de Março de 2010

Ano Novo, Vida Nova…

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 24/01/2008

Assim o espero! Que este ano de 2008 traga muitas alegrias aos estimados leitores deste jornal e as freguesias deste lindíssimo vale, que bem merecem.

A vida nova pela qual todos esperamos tarda em chegar, pelas mais diversas razões. Há aquelas que estão na agenda do dia, e depois aquelas que são desconhecidas de todos mas que andam por ai.
Este nosso País à beira mar plantado, tem de tudo e de todos. Umas coisas melhores que as outras, uns melhores que os outros. Mas aquilo que tarda em aparecer é um Rumo certo e definido para toda a boa vontade e paciência dos portugueses.
O ano de 2008 começou com o anúncio por parte de Primeiro-ministro de 3 ou 4 chavões emblemáticos: O cumprimento da meta orçamentada para o défice e o anúncio antecipado de que em 2008 atingiremos os 3%. Sem olhar a meios o governo promete conseguir atingir esta meta. Quem sofre com esta medida? A saúde, a educação, as empresas, os portugueses em geral, os impostos aumentam e o poder de compra a diminui, sem se perceber muito bem porque e para que; uma palavra aqui para os pensionistas, que viram os impostos sobre as suas reformas serem aumentados, estranha esta politica social de “esquerda”.
Depois de termos o novo aeroporto de Lisboa, que após meses e meses de discussão pública, se chegou a conclusão, apesar da vontade contra do Ministro das Obras Públicas, Mário Lino (Alcochete, Jamais), escolher Alcochete como local para a sua construção. Não vou discutir se a escolha foi ou não acertada, não é esse o objectivo. Mas o certo é que um investimento de mais de 350 mil milhões de euros, merecia mais respeito por parte de quem tem poder neste País, a começar pelo Ministro, que já devia ter dado a cara pelo erro que cometeu, senão mesmo, ter apresentado a sua demissão.
A Ota que ao longo de 10 anos foi sendo apontado como o local provável, foi ultrapassada na linha da meta. Agora os autarcas da região, que por mais de 10 anos viram os seus concelhos parados, por força da afectação dos seus terrenos para a construção do novo aeroporto, vêm agora reclamar compensações. Serão mais uns milhões, que por força destas trocas e baldrocas, sairão dos bolsos dos portugueses.
E para terminar, como não poderia deixar de ser, o fim da presidência da União Europeia. Durante 6 meses assistimos a um desfilar de personagens, muitas das quais nunca ouvimos falar se quer, pela passadeira vermelha que se tornou o nosso País. O tratado vai ter o nome de Lisboa, mas referendo nem vê-lo. A conclusão a que chego, é que o Primeiro-ministro, ludibriou os portugueses, quando prometeu o referendo e depois quando justificou a quebra da promessa, usando a máquina de propaganda e de marketing que tem atrás dele.

Enquanto tudo isto se passou, os País real foi esquecido e passado para segundo, terceiro, quarto plano.
Os problemas reais do dia-a-dia dos portugueses foram completamente esquecidos. O desemprego, a saúde, são questões menores, debatidas com uma arrogância extrema, como se viu no programa prós e contras da semana passada, onde o Ministro da Saúde Correia de Campos, afirmou taxativamente e para quem quis ouvir, que a decisão final da instalação das novas urgências é uma decisão política.
Onde o presidente da ASAE, diz claramente, que metade dos restaurantes e cafés em Portugal deveriam estar fechados. O mesmo senhor que, após a entrada em vigor da nova lei do tabaco, foi apanhado a fumar num casino. Este senhor, não tem de certeza conhecimento do mundo real, Portugal e a economia portuguesa sobrevivem muito a custa da geração de riqueza destes cafés e restaurantes, que fazem com que pequenas aldeias e vilas tenham ainda, algum carisma e alguma estabilidade económica.

Percebe-se assim, que os fiéis signatários desta política “Socrática”, não tenham capacidade nem destreza de olharem mais além que o seu próprio umbigo, sendo o Concelho de Santo Tirso um fiel exemplo desta política. Segundo os deputados da Nação, que recentemente visitaram o nosso concelho, o desemprego em Santo Tirso que é o dobro da média nacional, atinge níveis de “calamidade pública”

Mas 2008 já cá está, e com ele espera-se ANO NOVO e VIDA NOVA.

Assim queiramos todos, que as coisas mudem de rumo…

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