Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010

Voltados de férias...

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 09/09/2010

Espero que todos os leitores tenham tido o seu merecido descanso durante estas férias e que tenham rejuvenescido para o Outono e Inverno que se aproxima.
Confesso que as minhas férias souberam a pouco.
Pouco tempo depois de voltar a trabalhar já estava a desejar férias outra vez... A verdade é que é mais difícil habituarmo-nos ao trabalho depois de umas boas e merecidas férias...

Infelizmente, e como já fui escrevendo muitas vezes, há pessoas que voltaram de férias e, sem darem por isso, deram de caras com o seu local de trabalho encerrado sendo o seu único destino o fundo de desemprego...

Imagino que para estas pessoas as férias, por muitas boas que tenham sido, acabaram por se tornar amargas...

Muitos dos patrões do Vale do Ave aproveitaram a paragem para descanso para, simplesmente, fecharem as suas empresas sem levantarem alarido. Assim, as coisas tornam-se mais fáceis, pensam eles, para patrões e empregados.

As autoridades, quem de direito, deveriam tomar atenção a todas estas situações e não permitir que, de uma forma quase abusiva, gente de trabalho, que foi de férias descansada com o seu posto de trabalho assegurado, regresse e encontre um local de trabalho de portas e portões fechados, muitas vezes com o recheio já “desaparecido” para que nem isso os credores possam reclamar, de forma a dar cumprimento ao compromissos assumidos...

Logicamente. Os principais credores, mas os últimos a receber são os empregados... Que graças a este tipo de jogadas normalmente se vêem sem nada, sem direito sequer a receberem os seus direitos.

O desemprego nos meses de Verão baixou, como tanto fez o nosso Governo por publicitar, 0,2%. Desnecessário será dizer que os valores nos próximos meses vão subir em flecha, graças à distracção e ao abandono por parte das autoridades das pequenas e médias empresas, que, por mais esforços que façam, os seus patrões não conseguem sobreviver num mercado tão competitivo como o global.
Quem sofre no final são sempre os mesmos, os empregados que sempre cumpriram as suas obrigações, fizeram o seu trabalho bem feito e para quem no final não resta outra solução senão o fundo de desemprego e a interminável espera por um novo emprego.

Gostaria antes de terminar de, a partir daqui, saudar o Reverendíssimo Padre Avelino, que este fim-de-semana abandona a paróquia de Vilarinho e desejar-lhe as maiores felicidades na sua nova “aventura”. Quero agradecer, também, os momentos e a dedicação que votou à paróquia de Vilarinho pois, a obra fala por si.
Tenho a certeza que sai com o sentimento de dever cumprido mas, com aquele pequeno amargo de boca por não ter conseguido por de pé o tão desejado projecto “DOMUS SÃO MIGUEL”, ou a prometida e anunciada CRECHE.

Como prometido, aqui fica a lista das obras há muitos anos prometidas para Vilarinho. Só deixarei de me referir a elas quando, uma por uma, forem sendo executas e concluídas. Espero, com isto, manter na lembrança dos meus conterrâneos Vilarinhenses os anos a fio que levamos de promessas incumpridas.

Rede de Abastecimento de água
Rede Saneamento básica
Estrada de ligação a Paradela
Requalificação da E.M. 513
Capela mortuária e casas de banho no cemitério
Creche
Lar de Idosos

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