Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011

Presidênciais

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 19/01/2011


No próximo Domingo, dia 23 de Janeiro, terão lugar, mais umas Eleições Presidênciais.
Ao todo são seis os candidatos ao lugar da mais alta figura do Estado Português e Chefe de Estado Maior das Forças Armadas.
Fernando Nobre
Cavaco Silva
Manuel Alegre
Defensor Moura
José Manuel Coelho
Francisco Lopes

A campanha eleitoral tem decorrido sem incidentes de maior, a não ser a habitual troca de palavras entre candidatos, umas vezes morna, outras vezes mais acesa, mas sempre, do meu ponto de vista, dentro do que é a política Portuguesa e aquilo a que nos vem habituando ao longo destes últimos anos.
Na minha opinião, que vale o que vale, assistimos a uma pobre troca de argumentos entre candidatos, que em nada enriquece ou contribui para aclarar as ideias aos Portugueses, eu pelo menos assim me sinto. Preferiu-se discutir o acessório em vez de se discutir o que de verdade importa.
Importava discutir, qual o papel do Presidente da Républica na Democracia Portuguesa, quais os seus poderes e em que medida pode ou não influênciar o rumo da situação a que chegou Portugal.
Se é necessário ou não repensar a Constituição Portuguesa, de forma a que está contemple mais poderes ao Presidente da Républica, para que este deixe de ser uma mera figura de estilo no panorama político português.
Neste momento o Presidente da Républica tem o poder de dissolver o parlamento e assim fazer cair o Governo e o de ser o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas Portuguesas, pouco mais poder de relevo tem.
A capacidade política de um Presidente da Républica, torna-se assim essencial, para que este saiba como levar os diferentes dossies da melhor forma, e conseguir fazer ver aos outros intervenientes políticos as suas ideias e pontos de vista.

Nada disto foi discutido ao longo desta campanhã eleitoral., que acabou por ser muito pobre em termos discussão do papel do Presidente da Républica no Portugal de hoje.
Todos defendem um papel mais interventivo, mas não dizem como o podem fazer...
A razão porque não o dizem é, porque estão presos a uma Constituição que pouco espaço de manobra lhe permite.

Penso que todos devemos fazer uma reflexão acerca de quem merece ser o próximo Presidente da Républica, sem nunca esquecer, que este deve ter experiência política, de forma a saber evitar conflitos e manter a estabilidade política do País, tão precisa neste momento, tem de ser um bom “Ministro dos Negócios Estrangeiros”, de forma a manter e dar uma boa imagem de Portugal ao exterior, mas que acima de tudo saiba defender os interesses maiores de todos os Portugues.

Peço acima de tudo que no próximo Domingo, não fiquemos em casa, e deixemos que os outros decidam por nós. É importante que cada um de nós dê o seu contributo para ajudar Portugal a caminhar para o sítio certo, indo VOTAR.
Não podemos deixar que a abstenção, como vem sendo cada vez mais habitual, seja a vencedora das eleições, isso só demonstra ao Mundo que somos um País desinteressado e aleado da vida Política do nosso País.
Será essa a imagem que queremos passar?

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