Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 17/02/2011
O fim de semana passado, por obrigações laborais, vi-me obrigado a empreender uma viagem de duas horas e meia pelos céus da nossa velha Europa, como teimoso que sou, pregar olho em viagens de avião não é comigo, tento resolver o problema do tempo que nunca mais passa, usando o mais típico dos antidotos, ler..
Ler é sempre uma boa solução.. Das duas uma, ou se adormece, ou, num abrir e fechar de olhos, acabamos por chegar ao nosso destino, sem dar por ela sequer que 10 minutos passaram... Claro que para isto acontecer é preciso que a leitura seja interessante e do nosso agrado...
Devo confessar que desta vez tive várias surpresas... Decidi comprar dois títulos que estão presentes nas nossas bancas há já largos anos... Desses dois títulos gostava de realçar a revista de um deles, quase a chegar ao seu número 2000. Refiro-me a revista Única, que faz parte do Jornal Expresso, nas bancas todas as sextas feiras.
De duas horas e meia de leitura, gostava de realçar um artigo de opinião assinado por Luís Pedro Nunes, que tem como sugestivo título “Podem os deputdos beber água da torneira?”
O artigo versa sobre uma proposta apresentada na Assembleia da Republica para trocar o uso de Água engarrafada, por água da torneira. Pelos vistos a Assembleia da Republica consome a módica quantia de 4000 garrafas de água por mês.
As desculpas e explicações são muitas para o Presidente do Conselho de Administração da Assembleia da Republica, Deputado José Lello, recusar a proposta da troca da água engarrafada por água da torneira.
A mais absurda é a explicação de que seria necessária mais gente do que a que a Assembleia da Republica possui hoje em dia, para recolher, lavar, encher e voltar a colar no seu lugar as canecas de água que seriam usadas, para transportar a água da torneira.
Luís Pedro Nunes, termina o seu artigo com a seguinte frase:
“Assim e após aprofundada análise parece-me existir uma solução que serve os interesses da Assembleia e as finanças da nação. Quando os deputados tiverem sede levantam a bunda e enchem os jarros. Se estes estiverem sujos, lavam-nos. É complexo, bem sei, mas exequível.”
Serve esta minha introdução para finalizar com uma chamada de atenção que nunca é demias relembrar...
Enquanto uns, lá sentados do alto das suas poltronas, discutem se devem beber água engarrafada ou água da torneira, há outros que vivem no feudo de um tal Engenheiro, que nem água engarrafa nem água da torneira... Bebem água inquinada e é se não querem, ao contrário de alguns que a têm de borla, ir ao supermercado gastar do seu parco orçamento, alguns euros para comprar água engarrafada.
Em pleno século XXI, continua a ser uma tremenda falta de respeito a não existência de água canalizada em toda a extensão da freguesia de Vilarinho.
Tantos e tantos anos de promessas e de espera e nem a luz ao fundo do túnel se avista...
Gostava por fim, de deixar expresso neste meu texto, a minha solidariedade para com a população de Paradela, que, uma vez mais, está a ser enganada pela Câmara Municipal de Santo Tirso e pela Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Vilarinho.
A anunciada 1ª Fase da obra da Estrada de Paradela, e para que de uma vez por todas fiquem esclarecidas as dúvidas, diz respeito a estrada que vai desde o cemitério até ao cruzamento para o Mosteiro.
Podem chamar-lhe o que quiserem...
Para mim não é da Estrada de Paradela que estamos a falar.
A Estrada de Paradela, começa no cruzamento para o Mosteiro e vai até ao Alto de Paradela. Essa sim é a Estrada de Paradela e aquela que mais falta faz a populção que todos os dias tem que deslocar nela.
Uma promessa mais, que apesar de anos e anos de falatório, teima em realmente sair do papel...
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