segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

A Senhora Justiça

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 19/11/2009

A Justiça é uma senhora. Não sei se já a viram alguma vez...?
Eu já e posso dizer que se trata de uma senhora de “atributos” femininos consideráveis e vestes elegantes. Possui uma balança na mão esquerda com a qual pesa argumentos e uma espada na mão direita que lhe dá a força para aplicar os julgamentos.

A senhora Justiça tem os olhos vendados, não, não é nenhum fetiche, é mesmo para relembrar que todos são iguais perante a lei. Não se preocupem com este pequeno pormenor, apesar de não poder usar a visão a senhora Justiça ouve muito bem... Melhor, ouvia se houvesse algo para ouvir.E logo ela que ouve tão bem. Não que ela seja bisbilhoteira, nada disso meus amigos. Ela apenas gosta de uma boa história. Gosta de escutar um bocadinho aqui, um bocadinho ali, enfim o passatempo normal de uma senhora já de idade mas ainda lúcida.
Qual o espanto da senhora então quando descobre que já não pode ouvir as suas escutas porque alguêm as mandou apagar. Pois é, parece que descobriram o ponto fraco da senhora Justiça. Ora eu acho que isto não se faz.

Já todos sabemos e conhecemos os meandros do caso “Face Oculta”, onde altos quadros de empresas públicas foram apanhados em escutas telefónicas, aceitando subornos para beneficiar as empresas de Manuel Godinho, dignissimo empresário de sucatas da zona de Ovar.

Entre os escutados estão, entre outros, o presidente da REN-Redes Eléctricas Nacionais, José Penedos, o seu filho, Paulo Penedos, e Armando Vara, que suspendeu as suas funções de vice-presidente do Millenium/BCP.
No meio destas escutas surgem 11 escutas em que o Primeiro Ministro, José Sócrates, foi escutado a falar com o “amigo” Armando Vara.
Parece que 6 delas foram já mandadas destruir...
Faltam ainda 5 que estão a ser analisadas pelo Procurador Geral da Républica...

O DIAP de Aveiro viu, nessas 11 escutas, indícios do crime de “atentado contra o Estado de Direito”.
Mas pelos vistos o Senhor Presidente do Supremo Teibunal de Justiça e o Senhor Procurador Geral da Républica.... não acham nada...
José Socrátes como sempre, veio a público dizer que quer justiça e que está uma vez mais a ser alvo de um ataque sem precedentes... Já não bastava ele, a dizer isto, também os seus “amigos” ministros, secretários de estado, primos, o vêm coadjuvar e ajudar a festa...
O freeport ainda não começou e o “Face Oculta” volta a incomodar o nosso Primeiro...

A mim parece-me que a senhora Justiça acho tudo isto muito estranho... Já não bastava estar impossibilitada de ver, agora também não pode ouvir. Resta-lhe a possibilidade de falar, possibilidade esta, que ainda vai existindo mas está a tornar-se cada vez mais rara. Tudo isto porque a destruição das escutas da senhora Justiça parece ter sido, imagina-se, legal.
Estranha coisa esta quando provas são destruidas. Quer dizer, se as conversas fossem curriqueiras e sem interesse, como todos querem fazer passar, não havia necessidade de as destruir.

É insultuoso não deixar a senhora Justiça ouvir e é ainda mais insultuoso não deixar os Portugueses ouvir o que a Justiça tem para contar. Sim caros leitore, a Justiça é uma intermediária entre os defractores da lei e o cidadão normal.
Não podemos ficar sempre a pensar que só os pobres e os que não tem dinheiro para um bom advogado saem sempre punidos ou prejudicados.
A Justiça deve sempre contarnos o que passou, seja quem for a pessoa, e deve asegurar que nehuma história é deixada por contar. Portugal sempre foi um país com muitas histórias para contar, as boas geralmente têm um fim...

O nosso problema estará sempre naquelas que ficam por contar e as vezes por terminar...

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Vilarinho contínua a ficar para trás

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 08/11/2007

Como prometi na minha última crónica, vou voltar a falar no assunto do Futuro Centro Social de Vilarinho???. O Futuro a Deus pertence, diz o ditado, mas aos Vilarinhenses nem a intervenção divina poderá ajudar, quer-me parecer…

Foi do conhecimento público o caso que vou relatar. Embora já tenha acontecido há alguns meses, decidi esperar pela momento mais apropriado para publicamente o dar a conhecer a todos os Vilarinhenses.
Esperei pela inauguração no novo cemitério, simplesmente para ouvir as promessas do Sr. Presidente da Câmara Municipal e ter a certeza de que, como já referi num dos títulos da minha crónica, “Mais uma vez Vilarinho ficou para trás”.

Escrevi na edição de 12/10/2006 deste Jornal, que “Mais uma vez Vilarinho ficou para trás”, na altura por causa da cedência de um terreno a Associação “AS”, avaliado em 130 000€, para a construção de um Centro de Dia/Lar de Idosos. Deixando pouco espaço para que o sonho da construção do Centro Social de Vilarinho, fosse uma realidade. Sonho, apadrinhado e apoiado pelo, na altura, candidato a Câmara Municipal, Eng. Castro Fernandes, que o tem transformado em pesadelo.

Passo então a relatar, o novo facto que me deixou completamente abismado.
Na edição do Jornal Entre Margens de 10/05/2007, saiu a notícia com o seguinte título “Sonho Rebordoense vai custar mais de um milhão e meio de euros”, a notícia interessou-me e acabei por a ler, qual foi o meu espanto quando vejo o relato de como a Associação de Solidariedade Social de S. Tiago de Rebordões (ASSTIR), conseguiu o financiamento pelo projecto PARES, para construção de uma infra-estrutura de carácter social, que alberga Lar de Idosos, Centro de Dia com apoio domiciliário e Creche.

Se bem se recordam o projecto do Futuro Centro Social de Vilarinho, foi apresentado em Setembro de 2005, mais uma vez reafirmo, com o apoio total do então candidato a Câmara Municipal Eng. Castro Fernandes.

Qual não é o meu espanto, quando na continuação da notícia o Presidente da ASSTIR, Victor Maurício diz o seguinte: “As candidaturas abriram a 11 de Maio do ano passado (2006) e apesar de na altura a ASSTIR não ter qualquer projecto, não quis deixar passar esta oportunidade. Com a ajuda da Câmara de Santo Tirso, em apenas dez (10) dias o mesmo foi elaborado tendo o projecto dado entrada um quarto de hora antes de terminar o prazo de candidatura ao PARES”

Se os meus conterrâneos de Vilarinho, não acham esta situação uma afronta a sua dignidade e ao seu bom nome, não sei que situação o poderá fazer.

Como é que é possível que um projecto apresentado em Setembro de 2005, seja ultrapassado por um projecto que é feito em 10 dias (Maio de 2006)?
Se isto não é gozar com o esforço e dedicação de toda uma freguesia, eu não sei mesmo o que é…

Mas há mais…

Diz o Sr. Presidente da Câmara o seguinte: “O Conselho Local de Acção Social classificou este equipamento como o melhor de todos, entre as sete (7) propostas surgidas em todo o concelho. Dizendo-se ainda surpreendido pela capacidade de mobilização popular de que este projecto foi capaz, espelhada de resto, no número de pessoas que encheu por completo o salão nobre da junta local”.

Eu questiono duas coisas. Como é possível levar um projecto ao Conselho Local de Acção Social, se o mesmo só foi dado como terminado a um quarto de hora do prazo final da entrega das candidaturas e se a 10 dias do final do prazo não havia projecto sequer?? Afinal como funcionado o referido Conselho?? Com que critérios são votados os projectos?? Quem afinal “domina” o referido órgão??
Será que a reunião e a decisão do melhor projecto aconteceram a 10 minutos de terminar o prazo da entrega das candidaturas?
Será?? Não me quer parecer…

O Sr. Presidente da Câmara não deve ter estado no mesmo sítio que eu em Setembro de 2005, pois se fala da mobilização da população de Rebordões, o que dizer da população de Vilarinho, que esteve presente em massa, não no salão nobre da junta, que leva 90 pessoas, mas no salão de festas da pastelaria S. Miguel, onde estariam seguramente mais de 300 pessoas.

Se tudo o que acabei de relatar, não é brincar com a vontade e com os anseios do povo de Vilarinho, então não sei mais o que dizer.
Eu ainda esperei pela visita do Sr. Presidente da Câmara a Vilarinho, para ver se prometia aquela, que para mim, seria a obra do século, mas como todos assistiram, nem uma palavra acerca do assunto.

Eu deixo à consideração de todos o seguinte. Será que os nossos idosos não mereceriam ser tratados com todo o conforto, carinho e dignidade?

Mais uma vez Vilarinho foi esquecido. Como tem vindo a ser nos últimos anos. Somos usados como armas de arremesso e de propaganda política barata, sem nunca ganharmos nada com isso.

Está na altura de dizer basta…Eu já tomei a minha decisão!!!

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Outros Vales...


Astoria (Oregon USA)

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Corrupção em Portugal

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 05/11/2009

No imediatismo da expressão muitos dos leitores poderão já estar a pensar em acordos políticos obscuros, negócios feitos por de baixo da mesa, tráfico de influências ou violação das leis de mercado. Pois bem, se pensaram em algum dos exemplos acima referidos devo dizer que em parte os leitores estão correctos. Muitas da mais preversas materializações da palavra corrupção ocorre de facto ao nível político e mercantil.
No entanto, existe também um outro significado para a palavra corrupção que não tão imediato mas que está presente na nossa sociedade. Certo dia o antrópólogo Brasileiro Roberto da Matta disse que "a corrupção nunca é um acto individual. Ela envolve sempre grupos de pessoas atadas por uma regra fundamental de associação: a troca de favores. Esta corrupção colectiva é fundada na moralidade tradicional, nas amizades bem estabelecidas e na oportunidade disponível, permite que crimes sejam praticados com impunidade e é caracterizada por uma arrogância intolerável." Esta definição aponta para algumas curiosas facetas da palavra corrupçãp para as quais quero cahmar à atenção.

Primeiro. São precisas no mínimo três pessoas para que um acto de corrupção exista.
A primeira pessoa é naturalmente a pessoa que observa a oportunidade escondida nos meandros das leis e processos, é nesta pessoa que todo o acto começa. Explora teoricamente o modo de como a lei ou o porcesso pode ser contornado e elabora o plano para operacionalizar a sua ideia.
A segunda pessoa é alguém que tem influência significativa no modo de como a lei ou o processo identificado pela primeira é conduzido. Ou seja, é alguém que tem o poder para por em prática o conceito elaborado pelo cérebro do plano. E por fim temos a terceira pessoa, que pode ser individual ou colectiva. Esta terceira pessoa é a pessoa que é lesada pelo acto conjunto das duas primeiras. Esta terceira pessoa pose ser indivisual ou colectiva, geralmente é colectiva e geralmente, nos cassos de corrupção anteriormente mencionados, somos nós.

O segundo ascpecto curioso da definição elaborada por Roberto da Matta é o facto de a corrupção ser fundada na moralidade tradicional e nas amizades bem estabelecidas. Temos aqui como que uma visão “humanista” da corrupção, ou seja, a corrupção não é nada mais nada menos que a troca de favores típica da nossa moralidade tradicional e amizade para com os outros.
Recordo agora os meus tempos de estudante. Na universidade existiam certos grupos de indivídos que geralmente possuiam boa informação de como seria a estrutura do exame. Este grupo de indivíduos, ligados pela sua moralidade e amizade, poucas vezes partilhavam a informação com o resto dos seus colegas, tomando para si a vantagem no dia do exame. Outro exemplo prende-se com a apresentação do cartão da biblioteca para aquisição de livros. Não raras vezes observei que o prazo de validade do cartão já não era adequada mas ainda assim eu podia levar o livro porque deparava com uma funcionária mais benevolente ou até minha conhecida. Todos estes actos envolvem a palavra corrupção, envolvem também as três pessoas descritas anteriormente: O chico espero que descobriu a estrutura do exame, os seus amigos que não a divulgaram e os estudantes que sairam lesados por desconhecerem a informação; Eu, the tenho o cartão fora de prazo, a bibliotecária que tem o poder para ainda asim me dar o livro e a universidade que perdeu 2Euros pela renovação do meu cartão.
Se tudo isto pode ser chamado corrupção, também é verdade que estes exemplos não são comparáveis ao que se passa no terceiro e último ponto da definição de Roberto da Matta.

Terceiro, a corrupção “permite que crimes sejam praticados com impunidade e é caracterizada por uma arrogância intolerável”.
Se é verdade que não discuto o facto de levar um livro da biblioteca sem ter o cartão em dia é corrupção, tenho bastante dúvidas ao facto de ser um crime ou de ser um acto caracterizado por arrogância intolerável.
Esta última parte da definição é reservada precisamente para os casos graves de corrupação. Os casos onde a terceira pessoa é lesada em grande extensão. Nos casos graves de corrupção em geral a terceira pessoa é colectiva e em geral a terceira pessoa é o estado, ou seja, nós.

O caso mais evidente é neste momento o processo “Face Oculta”, que envolve altas figuras do Partido Socialista..

Apesar de a estrutura e operacionalização do acto corrupção ser semelhante no caso do cartão da biblioteca e no caso político, apesar de existirem em ambos três entidades que paricipam na operação, apesar de em ambos os casos existirem redes sociais de amizades e moralidade tradicional, a verdade é que o resultado destas duas “corrupções” é incomparável.

Quero com isto terminar dizendo que o exemplo da corrupção é um bom modo de demonstrar como os nossos políticos e empressários são reflexo da nossa sociedade. De certo modo todos praticamos a corrupção, é pois no nível de poder que cada um tem e nos seus valores que a difernciação se faz.
Como indivíduo tenho o dever de não ser corrupto, como político sou obrigado a não o ser, pode parecer igual, mas não é.

Termino deixando aqui uma notícia do Jornal “Público” que me deixou pensativo...
“Daniel Kaufmann, responsável do Banco Mundial, considera que a diminuição da corrupção em Portugal poderia colocar o país ao nível da Finlândia em termos de desenvolvimento.”

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Outros Vales...


Seattle (USA)

terça-feira, 27 de Outubro de 2009

Não saber Ganhar...

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 22/10/2009

Depois da tempestade vem a bonança, diz o velho ditado...

O problema é que a bonança nem sempre chega da forma que mais gostaríamos

Saber perder é muitas vezes complicado, mas depois das eleições autárquicas de dia 11 de Outubro, ficou provado que saber ganhar, para muito espanto meu, é ainda mais complicado, para alguns…

O concelho de Santo Tirso foi a votos, assim como todo o País, o PS voltou a conquistar a maioria absoluta na Câmara Municipal de Santo Tirso e acabou por ganhar a maioria das suas Juntas de Freguesia. Como democrata que sou e sempre me assumi, não posso deixar de felicitar o PS pelas vitória conseguida.

O problema está quando, mesmo com vitórias, as pessoas não sabem com humildade estar na política, muito menos viver em Democracia.

Aqueles que se dizem os donos da verdade, que usam cravos na lapela a cada comemoração do 25 de Abril, são os primeiros a esquecerem-se de tudo isso e a usarem os mesmos métodos (que pensava estarem enterrados) usados no tempo da outra senhora, para fazerem sentir a força do seu pulso firme ou frágil….

Esquecem-se alguns senhores, que o 25 de Abril já há muito passou por estes lados, e que por muito que queiram impingir a sua ditadura, ainda há gente com coragem, força e vontade de lhes fazer frente.

Felizmente, há pessoas que já não aceitam que o poder seja uma arma que se ande a apontar a tudo e todos só porque achamos, repito, achamos, que algumas pessoas não comungam da mesma opinião que nós, ou que por qualquer razão, achamos, que até não meteram a cruz à frente do símbolo do poder.

Saber aceitar resultados pelos vistos custa e muito ao PS de Vilarinho, mesmo sendo estes, mais do que favoráveis.

As feridas abertas com a falta de bom senso e perseguição levada a cabo por parte dos vencedores, só tem como resultado, o abrir de feridas muito difíceis de curar. Tenho a certeza que o povo de Vilarinho não se revê neste tipo de comportamentos.

O erro foi assumir à partida, que pelo simples facto de se ter “obra”, não é preciso fazer campanha eleitoral, não é preciso falar com o povo, não é preciso oscultar as suas preocupações e desabafos, não é preciso apresentar, por exemplo, um manifesto eleitoral.


Onde estão as ideias do PS para os próximos 4 anos em vilarinho?

Hoje mais do que nunca é necessário saber cultivar um espírito de união e de concórdia dentro da freguesia, saber governar com todos e para todos é uma virtude, só assim é possível acabar com as conversas de longos anos, onde se fala de uma freguesia dividida, uma freguesia onde as pessoas se sentem, Vilarinhenses de primeira e outros Vilarinhenses de segunda.

O tempo dirá qual o resultado desta celebração de vitória tão estranha...

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Período de Reflexão

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 08/10/2009

No próximo Domingo, seremos chamados a escolher os nossos governantes locais para os próximos 4 anos.

Penso que estas eleições autárquicas se revestem da maior importância para o Concelho de Santo Tirso. O que está em jogo não é nem o Passado, nem o Presente do nosso Concelho, mas sim o seu Futuro. Um Futuro que se quer promissor e que traga esperança a todos os quantos sofrem no dia-a-dia as agruras por não terem emprego, não terem saneamento básico, não terem água, não terem um infantário para deixar os seus filhos, não terem uma caixa multibanco, não terem uma rede viária que lhes permita deslocarem-se com rapidez e segurança e não terem muitas outras coisas essenciais ao seu bem estar.

O Concelho de Santo Tirso e em especial a zona do Vale do Ave, precisam de um projecto alargado e realista, como forma de recuperar os índices de confiança das suas gentes. Sem confiança, sem positivismo, sem envolvimento, sem projectos, Santo Tirso continuará a caminhar sem rumo, sem norte, para um beco sem saída.
Existem várias formas de tentar transmitir uma mensagem ou um projecto político. A forma mais fácil é reduzi-lo a papel e esperar que as suas ideias passem. A forma mais difícil é, antes de ir a votos, estar no terreno a provar que é possível pôr em prática as ideias que um determinado projecto defende.

Em altura de eleições é inevitavél ouvirmos a famosa frase: “prometem, prometem, mas depois não fazem nada”. A verdade é que muitas das vezes a população tem razão, mas há sempre as excepções que confirmam a regra. Se alguém conseguir provar à população, ainda antes de ser eleito, que é capaz de pôr em prática aquilo a que se propõem realizar durante o seu mandato, certamente será merecedor da confiança das suas gentes.

A verdade é que quando trabalhamos a favor dos nossos vizinhos, dos nossos conterrâneos, da população da nossa freguesia e do nosso concelho, não devemos ter vergonha de mostrar o que valemos, não devemos ter vergonha de mostrar o que estamos dispostos a fazer pela nossa terra e não devemos, acima de tudo, deixar de dar a cara por aquilo em que acreditamos. Devemos, isso sim, assumir que estamos predispostos a trabalhar e a fazer mais pelos nossos vizinhos, pelos nossos conterrâneos, pela população da nossa freguesia e concelho e, acima de tudo, pela nossa terra.

Defendo, ao contrário de muitos, que em política não vale tudo. Em política devemos ser capazes de defender as nossas ideias com civismo e cordialidade. Saber respeitar as opiniões e ideias dos outros, saber reconhecer que quando se assume um cargo como Presidente de Câmara ou de Junta se deve ser justo e respeitador. Defendo que, acima de tudo, se deve assumir uma postura séria, isenta, sem procurar conflitos e que mantenha o distanciamento das questões pessoais de cada um. Só assim se pode manter uma visão equidistante dos problemas e ter o discernimento para resolver cada um deles da melhor maneira. Sem pressões!

Para terminar, peço a todos que no próximo Domingo pensem naquilo que querem de um Presidente de Junta e de Câmara, pensem naquilo que pretendem para vocês e para os vossos filhos e escolham no projecto que melhor se adequa às vossas necessidades.

Cada voto conta...

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

O Sonho comanda a Vida

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 24/09/2009

Este fim de semana seremos confrontados com a primeira de duas eleições que iremos ter num espaço de um mês. A escolha de um novo Governo, é o objectivo desta eleição, que seguramente não dará maioria absoluta a nenhum dos partidos do chamado Bloco Central, PS e PSD...
A campanha eleitoral entrou na sua última semana, recheada de factos que pouco ou nada trazem de positivo à discussão política dos programas eleitorais. Andamos a discutir se a Presidência da República está sob escuta ou não, porque é que o Louçã tem PPRs, se o PS é um partido de direita ou de esquerda, se o PSD se quer transformar num partido do centro direita, quer dizer... Como nós muito bem dizemos na gíria, anda tudo a encher chouriços!
Aquilo que é essencial discutir que são os programas políticos e as ideias de cada partido e de cada candidato, acaba por ser passado para segundo plano...
As ideias e projectos que são aquilo que mais importa acabam por ser negligenciados pela comunicação social e por consequência pelos portugueses.

Isto leva-me a levantar a questão: com que conteúdo e de que forma nos são apresentados e discutidos os projectos e as ideias durante uma campanha eleitoral, quer seja ela nacional ou local?

A nível nacional as ideias têm de ser abrangentes e no fundo tocar no mais importante para as pessoas, o seu bem estar, quer social, económico e cultural. Os pontos chave de um programa eleitoral pouco variam de partido para partido, Saúde, Educação, Segurança, Justiça, Economia, Finanças, Infraestruturas... divergem é depois no seu conteúdo, uns a favor de umas coisas, outros a favor de outras.
Basicamente a campanha é feita e pensada para tocar todos os quadrantes sociais e ser o mais explícita possível para todos.
A nível local, apesar da escala ser diferente, o mesmo deveria acontecer...
Um candidato a Presidente da Câmara ou a Presidente da Junta, deveria sempre apresentar um projecto abrangente para o seu Concelho ou Freguesia. Um programa que deveria ser transversal a todas as necessidades da população e que não ficasse, como muitas vezes fica, por uma simples referência as obras rodoviárias que serão feitas nos próximos 4 anos.
Tal e qual como a nível nacional, a nível local também é preciso apresentar soluções para a Saúde, a Educação, a Economia, a Cultura, Segurança, Infraestruturas... É necessário ter uma visão realista do meio que nos rodeia e apresentar soluções que não passem só por colocar um paralelo aqui, colocar alcatrão ali, tapar um buraco acolá.

Hoje e cada vez mais, precisamos de políticos locais diferentes, que tenham um projecto, que apresentem ideias inovadoras, que sejam respeitadores, dinâmicos, que mexam com a população e nos quais a população se reconheça e com os quais se sinta motivada a agir.

Aquilo que às vezes vos pode parecer uma ideia sem sentido, se lhe for dada a devida oportunidade pode ser concretizada sem grande esforço, bastando para isso dinamismo e vontade da pessoa que a apresenta.
Não se deixem levar por aquilo que vos possam dizer, perguntem, questionem o porquê das ideias, como lá se pode chegar. Não ponham de lado à partida, um projecto ou uma ideia que pode significar um caminho diferente para o vosso Concelho ou Freguesia, um caminho melhor e DIFERENTE para vocês e para os vossos filhos.

Não tenham medo de novas ideias, de novos projectos, de novas pessoas, de um novo caminho para o vosso Concelho a vossa Freguesia.
Acima de tudo não tenham medo da MUDANÇA...
O sonho comanda a vida... Das grandes ideias que à partida pareciam sem sentido, surgiram as maiores descobertas do nosso Mundo...

Como tão bem escreveu António Gedeão e melhor cantaram Manuel Freire e Pedro Barroso:

“Eles não sabem, nem sonham,que o sonho comanda a vida.Que sempre que um homem sonhao mundo pula e avançacomo bola coloridaentre as mãos de uma criança.”

In “Pedra Filosofal”

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Inaugurações e promessas…

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 25/10/07

Cabe-me a mim a árdua tarefa, não de relatar, mas sim de analisar, tudo o que se passou e foi dito no passado dia 13 de Outubro, a quando da Inauguração do novo Cemitério de Vilarinho.
A cerimónia propriamente dita teve início, 30 minutos depois da hora marcada, como é apanágio neste tipo de propaganda. O Sr. Presidente da Câmara chega sozinho no seu carro, para causar aquela boa impressão, mas só chega quando recebe a informação de que o local está bem composto e que o número de pessoas não tem tendência a aumentar. Utilizando o bom método Sócrates, peço desculpa, o bom método Eng. Sócrates (não consta que agentes da autoridade, mesmo polícia municipal, tenham andado a sondar a população para saber se iriam haver vozes de protesto)

Protocolo alterado, quem começa a falar primeiro é o presidente da Junta em vez do Reverendíssimo Padre Avelino, como se impunha.
O presidente da Junta deu início ao seu discurso de uma forma clara e apropriada à cerimónia, confesso que as palavras me surpreenderam e tocaram, mas a viragem de 180º que lhe impôs a seguir, passando a um discurso meramente politico e de ataque fortuito, nada condicente com a cerimónia, acabou por não dignificar em nada toda a simplicidade que era exigida ao momento.
Do discurso do presidente da junta, de salientar para além do discurso político, o pedido feito ao Sr. Presidente da Câmara pela Capela mortuária, em mais uma jogada ensaiada e orquestrada à boa maneira do Eng. Sócrates, o Presidente da Câmara já trazia consigo o projecto para a mesma, estranho. Um pede e outro, num passe de mágica tira o coelho da cartola (ou melhor, o projecto).

Só não consigo perceber, como é que numa obra que estava orçada em 500.000 euros, que acabou por custar 600.000 euros, não contempla no orçamento a construção da capela mortuária?
Até percebo… Como ainda faltam 2 anos até às próximas eleições, é preciso fazer render o peixe. Assim, certamente, teremos a inauguração da Capela Mortuária, lá para o segundo semestre de 2009, bem perto das eleições autárquicas.

De seguida tomou a palavra o Sr. Presidente da Câmara. Quem lá esteve e vai seguindo com atenção as visitas deste senhor à freguesia de Vilarinho, deve ter achado que a cassete é sempre a mesma. O discurso é sempre o mesmo! Já chega!
Que não tenha preparado o discurso, ainda se entende, mas que repita o mesmo de cada vez que vem a Vilarinho, já é abusar.
Passou 10 minutos a cumprimentar toda a gente que conhecia e que via à sua frente, chegando ao cúmulo de cumprimentar os órgãos de comunicação do concelho e a Rádio Vizela, presentes, esquecendo-se, vá-se lá saber porquê, do Jornal Entre-Margens. Começou por enumerar a grandiosidade do cemitério, dizendo que: “é o mais bonito do concelho”, uma obra que nos engrandece a todos, mas acima de tudo aos Vilarinhenses.

Para de seguida passar a enumerar uma por uma as obras que já executou na freguesia e que já todos sabemos quais foram: as obras do arranjo exterior à Igreja de S. Miguel de Vilarinho, o apoio ao Centro Social de Vilarinho, a requalificação da rede viária (300 mil euros para remodelar a ponte sobre o Rio Vizela (ponte da fundição) e 150 mil para a rectificação e pavimentação do caminho público, no Lugar de Agras), os terrenos cedidos aos escuteiros, as obras na junta de freguesia, o terreno cedido para a construção da sede da Sociedade Columbófila de Vilarinho e o subsídio para o arranjo dos passeios do cemitério velho (12 mil euros).
Não estamos já todos fartos deste discurso?

As promessas de futuras obras não passaram disso mesmo. Promessas que a freguesia reivindica há muito e que já passaram a ser conhecidas entre todos como sendo promessas com mofo: o arranjo à zona envolvente à sede da junta de freguesia (o projecto já está concluído), a recuperação da estrada 513 entre a VIM e o centro da vila (Vilarinho já é vila e nós nem sabíamos, acho que nem mesmo o PCP), cujo projecto está em fase de conclusão. Foi feito o anúncio público dos projectos de água e esgotos para Vilarinho (parte restante) (gostei da parte restante, como quem diz que a maior parte já está feita), bem como da negociação com a Águas do Cávado para a construção dos depósitos de água em alta.

Infelizmente o Sr. Presidente da Câmara esqueceu-se da “obra do século”, e que por muito que tentem eu não vou deixar cair no esquecimento.
Antes de considerar “obra do século” um cemitério que era necessário, isso não está em causa, não seria muito mais bonito e vantajoso, dar condições aos nossos idosos, para que possam passar os seus últimos anos de vida em paz e sossego, desfrutando da qualidade de vida que muitos deles nunca tiveram?

Onde está o tão prometido lar de terceira idade que o Sr. Presidente da Câmara ajudou a anunciar e disse que iria apoiar?
Esse não fez parte das suas promessas…
Porque será?
Mas acerca deste assunto voltarei a falar mais adiante.

sábado, 19 de Setembro de 2009

Outros Vales...


Sintra

domingo, 13 de Setembro de 2009

Fim de férias...

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 10/09/09

Imagino que para muitos de vós as férias podiam começar amanhã outra vez...
Espero que tenham tido umas férias relaxadas e que estejam prontos para enfrentar mais um ano de trabalho.
No final destas férias, damos inicio a um ciclo prolongado de campanhas eleitorais e eleições. A 27 de Setembro serão as eleições legislativas e logo a seguir, quinze dias depois, a 11 de Outubro as eleições autárquicas.
Duas eleições que vão definir os nossos governantes quer a nível nacional, quer a nível local para os próximos 4 anos.

O próximo mês terá de ser um mês de reflexão para todos nós, os próximos 4 anos serão seguramente muito complicados, a crise parece estar ai para ficar, o desenvolvimento nacional e local está parado. Será necessário reflectir e escolher pessoas e projectos que ofereçam pelos menos uma luz ao fundo do túnel, para podermos sair do marasmo onde nos encontramos.
Penso que, e certamente vocês também, que é necessário distinguir eleições legislativas, onde escolhemos os nossos representantes para a Assembleia da Republica e por consequência o Primeiro Ministro, e eleições autárquicas, onde escolhemos as pessoas que mais de perto lidam com o nosso dia a dia e que no fundo têm o nosso futuro nas mãos.
Torna-se importante então saber manter a equidistância relativamente a partidos quando se falar de eleições autárquicas.
Todos temos a nossa preferência partidária, tal e qual temos o nosso clube de futebol. A nossa escolha, quando falamos de eleições legislativas e temos de escolher o Primeiro Ministro, acaba sempre por tender para a escolha do partido e não tanto da pessoa em si.

Mas quando falamos de eleições autárquicas, onde temos que escolher o nosso Presidente da Junta e da Câmara Municipal, defendo que é fundamental olhar às pessoas e aos seus projectos.
A existência de um projecto, que defenda acima de tudo o interesse das populações deve ser a preocupação principal de um candidato. O contacto directo com as suas gentes, perceber o que realmente lhes faz falta, deve ser encarado de frente, sem medo de retaliações. Andar na rua, saber ouvir, saber falar, dialogar, entender as preocupações e receios das pessoas deve ser uma das principais características de um candidato a umas eleições locais.
Mas a nível local há outro aspecto que não se pode descurar. Tem de existir sempre uma pessoa que dá a cara e que se assume como candidato, mas não nos podemos esquecer que esse candidato tem de ter uma equipa por trás. Equipa essa que pode e deve assumir um papel preponderante.

Não devemos só olhar para a cara do candidato, mas também olhar para as pessoas que o rodeiam. A sua capacidade de trabalho sairá muito mais reforçada se do seu lado tiver gente com capacidade e de valor.

Um Homem só, defende ideias, uma equipa defende um projecto!!!Nos próximos dias 27 de Setembro e 11 de Outubro, muito estará em jogo. Tenho a certeza que todos saberemos, com descernimento, escolher o melhor para o nosso País, Concelho e Freguesia.

segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Férias, sinónimo de mudança…

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 13/09/2007

Regressados de férias, todos nós, espero, cá estamos de baterias recarregadas para enfrentar o tempo que falta até as próximas.
Devo confessar que as férias em Agosto, como já aqui disse, não são as minhas preferidas, mas à falta de melhor lá tem de ser. O necessário é saber escolher para onde ir, assim consegue-se atingir o objectivo das férias, descansar.
Espero que todos os leitores deste jornal tenham tido umas boas férias.

Apesar de as férias servirem para descansar, é-me quase impossível desligar de tudo aquilo que se vai passando a minha volta. Os jornais são uma presença constante, seja onde for. Não pude deixar de notar, que o mês de Agosto, um mês típico de apaziguamento político, teve pontos de interesse e ruptura bem fortes. O mais importante, e que quase nos passou ao lado, foram os três vetos presidenciais do Presidente da República. Primeiro o diploma sobre a responsabilidade civil extracontratual do Estado, logo seguido da lei sobre o estatuto dos jornalistas e por fim a lei orgânica da GNR.

Este facto é ainda mais importante, porque ocorre em plena presidência da União Europeia por parte de Portugal. É lógico que os tempos são estudados, Agosto…

As relações cordiais, entre a presidência da república e o governo, parecem ter sofrido um revés. Nunca antes o Presidente da República tinha feito um aviso tão severo ao governo de José Sócrates. Acho que este será um ponto de viragem, nas relações entre as duas partes. Até agora a presidência foi contemplativa, apoiando todas as medidas do governo, quer fossem contestadas ou não pelos outros partidos ou mesmo pela opinião pública. Mas penso, que a partir de agora as coisas serão diferentes, o tempo de boa graça do governo de José Sócrates começa a perder-se, tenho para mim que, os seus tiques ditatoriais também não devem ter ajudado muito. Tiques ditatoriais que fazem lembrar uma personagem bem conhecida da nossa praça. O feudo é que é mais pequeno, mas a ganância e a ânsia de poder estão bem vincados.
Vamos esperar para ver como serão as relações institucionais entre as duas partes, mas se tiver que acontecer alguma coisa, só lá para Janeiro ou Fevereiro, quando terminar a presidência portuguesa da União Europeia.

O outro facto político relevante são as eleições no PSD. Dois candidatos, Marques Mendes e Luís Filipe Menezes, duas formas diferentes de olhar o partido.

Pela segunda vez o PSD vai escolher o seu líder, por eleições directas. Quer isto dizer, que os militantes vão ter direito de voto, cada militante vai ter voz na escolha do seu líder. A mudança do partido começa pelas bases. São elas que fazem avançar o partido. Custou aos dirigentes do partido reconhecer isso, mas ainda bem que o fizeram. Só reconhecendo o valor e a importância dos militantes de base, o partido pode enfrentar as próximas batalhas de peito aberto. As bases têm de se sentir “amadas” para poderem estar ao lado do partido e lutarem todos por uma causa comum, só assim o partido ganhará a força e expressão que sempre o caracterizou.
A mudança já começou, só espero que a partir de dia 28 de Setembro seja efectiva. Os portugueses olham para o PSD como um partido elitista, governado por barões, que não largam os seus poisos. Essa imagem tem de desaparecer. Olhar os portugueses nos olhos, estar com eles na rua, nas suas casas, ouvir as suas preocupações os seus lamentos e fazer com que estes sejam escutados por quem de direito.

Restam dois anos para o PSD conseguir inverter os factos para ganhar as próximas eleições legislativas, algo que só será conseguido com uma politica forte de presença contínua na rua.
Não é com politicas de gabinete, dando atenção aos barões e as suas pretensões, que o vai conseguir certamente.

Espero que o dia 28 de Setembro seja um ponto de viragem na forma de fazer e ver a política em Portugal.

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Peniche

segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Alterações “Climá”ticas

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 26/07/2007

As alterações climáticas e as suas consequências estão na ordem do dia, pelas mais variadas razões…

Nos últimos tempos, uma pessoa tem dado a cara por essa luta, um político famoso, que se apresenta da seguinte forma, “Eu sou Al Gore, já fui o próximo presidente do Estados Unidos da América”.
Apesar da sua derrota nas eleições presidenciais de 2000, as mais disputadas da história dos Estados Unidos, onde teve mais votos que Bush, mas acabou por as perder, devido ao sistema eleitoral americano, Al Gore não desistiu e continuou a lutar por aquilo em que sempre acreditou. Um Mundo melhor, um mundo mais limpo e livre dos inconvenientes da poluição e das alterações climáticas induzidas pela actividade humana
O seu filme “Uma verdade inconveniente”, vem reforçar esse mesmo papel e demonstrar que para além de político, pode ser um educador e um transmissor de uma mensagem positiva para o Mundo.
Al Gore não é um cientista, mas o seu estudo exaustivo do tema permite-lhe explicar os factos científicos a leigos sem necessidade de os simplificar exageradamente, e fá-lo racionalmente e de uma forma acessível, metódica, lúcida, apelativa e com humor.
Em resumo, ele defende que se não fizermos nada, dentro de 100 anos a terra entrará num processo irreversível de autodestruição.
Ele assume que: “A resolução da nossa crise ecológica global começa com cada um de nós, entendendo que, embora nos tenha sido dado o domínio sobre a Terra, é-nos exigido que sejamos bons administradores da Terra.
Isto é o que me diz a minha Bíblia. O trabalho das congregações em toda a nação, para concretizar este princípio, é importante e necessário e fará uma diferença crucial em determinar se seremos bem sucedidos em confrontar a extraordinária crise ambiental que enfrentamos neste momento.”
Não será preciso esperar 100 anos para começarmos a sentir o efeito das alterações climáticas e o que pode advir dessas mesmas alterações. Bastou-me olhar para os telejornais e jornais diários nestes últimos dias para ver que a realidade é presente. Chuvas torrenciais em Inglaterra em pleno mês de Julho, calor abrasador no Centro da Europa. Dia 22 de Julho, dia de praia para muitos portugueses que se encontram de férias, choveu copiosamente.
Alguém acredita que a realidade das alterações climáticas não está bem presente?

Os efeitos secundários causados nos seres humanos, pelas alterações climáticas, têm-se tornado preocupantes nestes últimos tempos.
Não existem muitos estudos científicos feitos nesta área, mas alguns apontam, para problemas reais ao nível de alterações psicológicas graves.

Uma das mais apontadas, foi um estado de letargia total, onde as pessoas se limitam a dizer e escrever coisas sem nexo, sem o mínimo de fundamento. Esperando com isso conseguir atingir um fim, que nem mesmo elas conseguem perceber muito bem qual é. Porque no fundo limitam-se a dizer ou a escrever para o preencherem o seu próprio ego, visto não serem “Mulher” suficiente para encarar o Mundo.
Um dos sintomas mais descritos, é o de tentar afastar os seus problemas, tornando-os no fardo dos outros. As mulheres como problema de muitos homens, tornam-se num bode expiatório fácil de atacar. Esquecem-se muitas vezes de olhar para o seu umbigo…
As divagações tornam-se profundas e muitas vezes levam a morte lenta… O fim acaba por sempre triste para estas pessoas. Não há protocolo ou regulamento que lhes valha.
E a obra do século, acaba sempre por se tornar infame aos pés daqueles que neles acreditaram durante anos a fio, sem verem a sua terra crescer. Mantendo a mesmo estado de letargia com que começaram, terminando num poço sem fundo de promessas e incumprimentos perante aqueles que neles acreditaram…

Espero que mais estudos científicos sejam feitos nesta área, para conseguirmos perceber os porquês de tantos distúrbios causados no ser humano, pelas alterações climáticas.

Olhando para o cartaz de apresentação do filme “Táxi Driver”, encontrei uma frase fantástica referindo-se a Travis Bickle, protagonista do filme e brilhantemente interpretado por Robert de Niro, que reflecte muito bem este estado letárgico em que se deixam cair as pessoas atacadas pelas alterações climáticas: “Em todas as ruas há um ninguém que sonha ser alguém. Ele é um homem solitário e esquecido, desesperado por provas que está vivo”

sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

Outros Vales...


Cabo Carvoeiro

domingo, 9 de Agosto de 2009

Férias de Verão....

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 07/08/2009

Caros leitores, está será a minha última crónica antes de um período merecido de férias para todos nós.
Gostava desde já, de vos desejar a todos umas boas férias, acima de tudo que sejam relaxadas e que consigam recuperar do desgaste de mais um ano de trabalho.
Sei que certamente muitos de vós, devido as condicionantes da vida, não poderéis disfrutar deste período da melhor forma.
O desemprego, palavra mal amada por muitas pessoas desta zona do Vale do Vizela, é certamente um factor de preocupação para todos, e o que leva muitos de vós a não poderem disfrutar deste período de férias condignamente.
Infelizmente o nosso Concelho não nos oferece alternativas aceitavéis, para que, não saindo de cá consigá-mos disfrutar de umas férias condignamente.
As atraccções turísticas ou de lazer são quase enixistentes e as que existem deixam muito a desejar. Assim é difícil a qualquer tirsense poder disfrutar de umas boas férias sem ter que se movimentar para outros sítios e gastar algum dinheiro, que certamente lhe fará falta para outras coisas.

Continuamos por exemplo, a espera da eterna despoluição dos Rios Ave e Vizela, para podermos usufruir de uma praia fluvial condigna.

Imagino que muitos de vôces ainda se recordam do tempo em que se banhavam nestes dois rios, de quando pescavam trutas com as mãos, de disfrutarem dos fins de dia junto ao rio, sem terem que se preocupar com mais nada.
Gostava eu de ver esses dias voltarem as margens dos nossos rios, para que juntos pudessemos disfrutar uma vez mais de tão boa vida.

Esse seria sem dúvida um pólo de atracção turística para o nosso Concelho e uma fonte de receitas para a debelitada economia local.
Os empregos que se poderiam criar com toda a actividade gerada à volta do rio, seriam sem dúvida uma boa forma de combater o desemprego, mas também uma forma de dar a todos os tirsenses uma forma diferente de olhar o seu Concelho e as suas pontencialidades.
Certamente muitos de nós, não teriam que se deslocar para fora do Concelho para poder disfrutar de um dia refrescante, junto à água.

Como nota final, gostava de vos dizer, que assumi novamente ser candidato à Junta de Freguesia de Vilarinho pelo PSD. Faço-o com a mesmo vontade, confiança e disponibiladade com que me candidatei à 4 anos atrás. Tenho bem presente que os Vilarinhenses conhecem o trabalho por mim realizado e que, muito do que foi feito em Vilarinho nestes últimos 4 anos é também fruto da postura séria, interventiva e sobretudo construtiva levada a cabo pelo PSD na Assembleia de Freguesia.
Futuramente apresentarei mais novidades...

sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

Outros Vales...


São Pedro de Moel

terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Referendos e Novelas…!

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 12/07/2007

Permitam-me que vos fale de dois assuntos que acho vitais, para quem habita este Concelho. Para que mais uma vez, entenda e perceba a forma como se faz política, controlam e contornam as situações.

As declarações do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, vindas a público durante esta semana, quanto a questão da criação do Concelho da Trofa e de todo o imbróglio criado com o processo que corre nos tribunais, veio provar mais uma vez a sua astúcia para lidar, com as situações como mais lhe convém.

Refiro-me a questão levantada, quanto ao referendo local realizado na freguesia de São Romão de Coronado, a quando da possibilidade da criação do Concelho da Trofa.
A população de São Romão votou contra a integração no futuro concelho da Trofa. Servindo-se o Sr. Presidente da Câmara deste facto para afirmar que “a Assembleia de Freguesia de São Romão do Coronado votou desfavoravelmente a sua integração no futuro Município da Trofa, mas, não obstante, a Lei 83/98 veio a integrar essa freguesia no Município da Trofa, assim se violando a norma acabada de referir; as gentes de São Romão do Coronado foram coagidas a integrar um concelho do qual não queriam fazer parte” dizendo ainda que “Caso fosse cumprida a vontade dos seus habitantes e como esta freguesia não tem confrontações directas com Santo Tirso, porventura, Covelas seria excluída do concelho da Trofa e este não poderia ser criado. “
A falta de pudor, leva-me a dizer que o Sr. Presidente tem dois pesos e duas medidas, claro está, de acordo com as suas próprias conveniências.

Vilarinho e os Vilarinhenses, há já alguns anos que vêm defendendo e pedindo, um referendo local, para de uma vez por todas, ficar esclarecida a sua posição quanto a integração ou não no Concelho de Vizela.

Ora, neste caso, o que aconteceu foi que, simplesmente o Sr. Presidente esqueceu-se da vontade da população, e na Assembleia de Freguesia onde seria discutida esta situação, fez chegar ao Sr. Presidente da Assembleia de Freguesia um parecer, assinado pelos serviços jurídicos da Câmara Municipal de Santo Tirso, parecer esse, que recusava liminarmente a realização do referendo local.

Como é fácil de perceber, no caso de São Romão de Coronado, o referendo local, foi excelente porque, a população votou contra, usando o Sr. Presidente essa situação para defender as suas pretensões.

No caso de Vilarinho, o referendo era ilegal. Mesmo não sabendo o resultado do mesmo, o Sr. Presidente não o quis, talvez por ter consciência de que o resultado poderia não ser o que mais lhe convinha.

Assim fica provado mais uma vez a, gritante e escandalosa agilidade política do Sr. Presidente da Câmara, agindo em conformidade com o que lhe convêm em detrimento dos interesses da população que nele confiou.

É já tempo de os habitantes deste Concelho, começarem a perceber que nem tudo são rosas...
Como deixou bem claro, um destes dias, o Presidente da Junta de São Martinho do Campo. Haja mais pessoas com esta vontade, e o clima de medo e subserviência em que vive mergulhado este Concelho começará a esbater-se. Como já alguém disso, o “SISTEMA” está moribundo.
Mudando de assunto, e passando à novela (Regulamento do Cemitério) que atravessou Vilarinho durante todo o mês de Junho, gostava de escrever apenas algumas linhas, para dizer, e esclarecer de uma vez por todas que, aquilo que sempre defendi, confirmou-se.
A questão que deveria ser discutida, na Assembleia de Freguesia, era a apreciação e aprovação do protocolo estabelecido entre a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal.

A discussão do Regulamento (imposto pelo referido protocolo), não fazia nenhum sentido, como de facto veio a confirmar-se. Na verdade, os membros da Assembleia de Freguesia pretendiam ver alterados alguns pormenores do referido regulamento. É claro que o Presidente da Junta respondeu negativamente, porque está “amarrado”, ou não fosse o regulamento uma consequência do protocolo (ilegalmente) assinado pelo Presidente da Junta.

Assim sendo, e numa situação contra natura, o Regulamento foi chumbado, com os votos contra da PSD e da CDU. Os membros do PS preferiram não afrontar o Presidente da Junta e optaram por se abster
Veremos agora o que nos reservam os próximos episódios...

quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Outros Vales...


Budapeste - Hungria

segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Pré Campanha política

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 23/07/09

Sente-se no ar o incio de um longo processo politico, que só culminara com as eleições legislativas de 27 de Setembro e as autárquicas de 11 de Outubro.
A discussão acerca do período eleitoral começou logo de ínicio com a data onde deveriam decorrer as eleições.
Depois do clima de suspense criado pelo Presidente da Républica, colocando a possibilidade de ambas as eleições se efectuarem no mesmo dia, no final veio-se a constatar que afinal tal não acontecerá.

Sendo assim e com as férias à vista, os partidos deitaram mãos a obra e a pré-campanha eleitoral já se faz sentir

Não vou discutir aqui estratégias nem partidos políticos, simplesmente descrever algo que em discussão com um amigo meu, se tornou ainda mais claro na minha cabeça.

Os timings políticos são dominados hoje em dia pelos meios de Comunicação Social.
Eles tem o poder de fazer cair ou levantar uma qualquer força política ou um qualquer político.
Tem o poder de encobrir ou lançar a informação que é realmente importante para a população. Até ao momento não vi por parte da nossa comunicação social o mínimo de interesse em discutir o Futuro do País ou das autaquias locais.
Ainda hoje quando abri o Jornal de Notícias e a notícia com que me deparei sobre politica foi a seguinte:
“PS e PSD disputam a mesma banda sonora”
A notícia dá conta de que os dois partidos políticsos usaram a mesma banda sonora, a música do filme Matrix (Relodaed), para banda sonora dos seus videos de apresentação de campanha.
Toda a notícia gira em torno desta problemática muito importante para a população de Chaves, como devem imaginar...

Ainda ontem as notícias de politica nacional orbitavam à volta das promessas falhadas e das mentiras do Primeiro Ministro ao povo Português.
Com toda a oposição a criticar as novas promessas de Sócrates e este a responder, qual autêntico jogo de ténis, com ataques e contra ataques seguidos.
As respostas na imprensa que se encontra presente na internet, eram quase imediatas, cada vez que um qualquer partido político criticava as promessas do governo.
Mais uma vez a discussão em volta do que é efectivamente importante ficou para trás, valorizando-se só do acessório.
A discussão à volta do acessório torna-se muitas vezes a forma mais eficaz de esconder as nossas próprias fragilidades...
E é tão fácil fazê-lo...

Um exemplo: Se o governo lançar determinado tema (sabendo que ele vai gerar polémica) e tendo já estudado as possiveís respostas para os ataques que irá sofrer, terá seguramente uma semana de via livre para fazer outras coisas, pois os olhos da comunicação social vão estar postos na discussão gerada pela tema polémico lançado. No final tem sempre a solução do custume de acusar os outros de terem feito pior ou vitimizar-se.
Ha sempre forma de dar a volta a questão...

Mas na realidade quem perde somos sempre nós... Continuamos alheados dos verdadeiros problemas que podem pôr em causa o nosso bem estar, o nosso dia-a-dia.

Temos de SABER pensar pela nossa própria cabeça e usando os meios à disposição, fazer os nossos próprios julgamentos críticos.
Temos de saber ser activos e críticos com o que nos rodeia. Não nos deixarmos influenciar pelo que quer que seja.
Só assim poderemos ter uma visão mais equidistante dos problemas e do Mundo, contribuindo assim para o crescimento sustentado de uma democacria que se quer democrática...

Mas que infelizmente hoje em dia... Peca por escaça... Que o digam os Portugueses e os Tirsenses...