quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Now listening…

Volta KARKOV estás perdoado...




terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Estou de volta...

Caros Amigos, leitores, passageiros...

Estou de volta ao mundo dos bloggers...

Por aqui comecei e por aqui continuarei, resistindo ao Facebook, ao Twitter e as cem mil redes sociais que os querem impingir todos os dias.

Continuarei a tentar escrever periodicamente, sobre tudo e sobre nada ao mesmo tempo.

Falando um pouco de mim e do mundo que me rodeia, não me esquecendo da politica, da qual estou afastado, mantendo sempre a minha visão muito pessoal acerca dos assuntos.

Vamo-nos vendo por aí...

Abraço

terça-feira, 29 de março de 2011

Nós e eles

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 03/03/2011 Sem ninguém prever, sem um “líder” que os orientasse, fruto apenas de uma convicção em algo real mas indefinível que dá pelo o nome de liberdade. Em linhas gerais, esta podia muito bem ser a descrição dos eventos que levaram o povo Tunisino a iniciar um efeito dominó de esperança através do norte de África. Depois do difícil Egipto segue-se a quase impossível Líbia. Num eco um pouco mais distante, no reino do Bareihn, negociações já se iniciaram para melhor incorporar as minorias étnicas e proceder a uma melhor distribuição de oportunidades fruto das riquezas naturais do país. Numa mais próxima, Europa, olhamos com agrado as notícias que sopram do lado quente do Mediterrâneo. Exibimos a alegria, diria “standard”, de alguém habituado à tradição democrática do voto, das sessões no parlamento e da pluralidade de ideias. Estamos em geral alegres por países vizinho (que muitos só conhecem pelas piores razões) darem o primeiro passo para a representatividade popular. Esta alegria que nos contagia pode no entanto ofuscar algo de muito mais sério, pode ofuscar as lições que nós devemos aprender com os nossos semelhantes Tunisinos e Egípcios. O norte de África é um palco extremamente sensível em termos políticos. A Europa olha para o norte de África com um misto de simpatia e preocupação. Simpatia pois até agora o norte de África serviu de tampão efectivo à insurgência de grupos islamitas radicais. No seu discurso a 28 de Fevereiro de 2008 na Tunísia, Sarkozy também foi bastante claro sobre as opções do povo Tunisino. Ou co-habitavam com um ditador amigável ou se sujeitavam a um regime tipo-taliban no norte de África. Esta dualidade de opções é muitas vezes apresentada ao povo como verdades imutáveis. Por exemplo, aquando dos ataques do 11 de Setembro, as opções de J.W. Bush para o resto do Mundo eram simples. Ou se estava do lado dos Estados Unidos da América, ou se estava do lado dos terroristas. Depois das revoltas na Tunísia e Egipto, existe agora a preocupação se a estrutura política dos países em questão tem ou não a maturidade suficiente para conduzir as reformas necessárias. Muitos apelam para o perigo de extremistas islamitas se instalarem no norte de África. Em França e Itália soa o alarme a possíveis vagas de emigrantes que decidam encontrar nas costas da Europa um refúgio aos tumultos de Tripoli. Com tal variedade de possíveis cenários a dualidade de opções deixou de existir, algo que apoquenta qualquer político. Vejamos agora o que se passa no nosso país. O governo inunda televisões, jornais e rádios presenteando o País com apenas dois cenários possíveis. Ou o governo executa o seu orçamento ou não tem condições para governar. Comentadores políticos postulam se o recém-eleito Presidente da República dissolve ou não o parlamento. Os exemplos são vários. Parece que a mente política não consegue lidar com mais que duas opções. O que fica demonstrado pelos acontecimentos no norte de África é que não existem só dois caminhos possíveis como muitas vezes nos é dado a entender. O que a Tunísia ou Egipto farão com a liberdade conquistada é, a bem dizer, irrelevante. Não estamos limitados a duas opções, em geral ambas más ou nenhuma boa, dependendo da perspectiva. Existe sempre um terceira, quarta ou quinta via. Esta é a grande lição que a Europa, e em especial Portugal, deve retirar dos acontecimentos recentes. Em Portugal o governo faz-nos crer que é impossível outro caminho que não o seu. Há dois meses atrás ninguém acreditava que um grupo não coordenado de Tunisinos fize-se cair vinte e quatro anos de ditadura, provando que o impossível afinal até acontece.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Fim-de-Semana de “Festa”

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 15/05/2008

Vilarinho vestiu-se uma vez mais de gala para celebrar a sua festa anual. No passado fim-de-semana realizou-se a Festa de Nossa Senhora do Rosário, festa que atrai à nossa freguesia muitos forasteiros, sejam eles filhos da terra que se encontram longe e voltam para recordar os tempos passados, sejam eles pessoas que das freguesias vizinhas, correm como a muitos anos já o fazem, para participar nestas grandiosas festas.
O objectivo é comum, demonstrar a sua devoção pela parte religiosa, mas também aproveitar a parte pagã da festa.
A comissão de Festas, como sempre acontece, com todo o empenho e autroismo que é necessário numa situação destas, conseguiu mais uma vez manter a tradição e erguer, para orgulho de todos os Vilarinhenses, uma grandiosa festa.
Eles, acima de todos os Vilarinhenses, estão de Parabéns e merecem todo o nosso respeito e admiração.
Se a tradição se mantém, ainda nos dias de hoje, apesar de todas as condicionantes, quer económicas, quer mesmo sociais, é pela vontade das gentes de Vilarinho. Que amam a sua terra e que desejam manter vivas as suas tradições.
Um bem-haja a todos os quantos já passaram pela organização das Festas de Maio.

Motivos de interessa restantes neste fim-de-semana, o final dos dois campeonatos da Liga Profissional de Futebol.
Na primeira Liga à muito que o campeão estava encontrado, restando só a decisão de como ficariam dispostos as 3 equipas seguintes. Nada se alterou na última jornada, O Sporting, o Vitória de Guimarães e o Benfica fizeram o que lhes competia e ganharam os respectivos jogos. Assim, e para desilusão de muitos, o Benfica terminou no quarto lugar, o que o deixa fora da pré eliminatória da Liga do Campeões. Não percebo muito de futebol, nem me vou por a fazer conjecturas, mas penso que este é um mau resultado para a instituição Benfica, bem como para os seus cofres. A direcção presidida por Luís Filipe Vieira, tenta a todo o custo desviar as atenções dos benfiquistas para tudo menos para a crise que o clube atravessa. E agora sem o dinheiro da Liga dos Campeões, como vai ser?
Uma surpresa, Vitória de Guimarães. Praticou o futebol mais bonito da Liga. Merece o lugar que ocupou no final do campeonato, um pouco pela falta de estabilidade dos dois grandes de Lisboa, mas a verdade é que fez o seu campeonato e terminou na terceira posição por mérito próprio. Espero agora que faça uma boa figura na pré eliminatória da Liga dos Campeões e que dignifique o futebol Português.

Na segunda liga a frustração foi total para os lados de Vizela. Depois de um campeonato inteiro a lutar pela subida, a última jornada foi madrasta para as gentes de Vizela.
O Vizela precisava de ganhar ao Olhanense e esperar que o Feirense derrotasse o Rio Ave, até aos 85 minutos de jogo tudo se conjugava para o Vizela fazer a festa, mas nesse minuto fatídico, o Rio Ave marcou em Santa Maria da Feira e deitou por terra as aspirações dos vizelenses.
Seria um regresso mais que justo ao primeiro escalão do futebol nacional. O Vizela lutou até ao fim para conseguir esse objectivo. Mas como vi escrito no Jornal de Notícias de segunda-feira passada: “A corrida terminou, a emoção regressa em Agosto, no pico do Verão. Antes porém, ainda pode haver festa. Se a Liga de Clubes, como prometeu, apertar o cerco aos incumpridores, pode ser que suba mais alguém. Não chores ainda, Vizela”. Como clube cumpridor das suas obrigações o Vizela pode ainda aspirar a um lugar entre os grandes do futebol português.
Vou esperar para ver, quais as consequências reais das decisões tomadas no processo apito final…

terça-feira, 1 de março de 2011

Dar água sem caneco...

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 17/02/2011

O fim de semana passado, por obrigações laborais, vi-me obrigado a empreender uma viagem de duas horas e meia pelos céus da nossa velha Europa, como teimoso que sou, pregar olho em viagens de avião não é comigo, tento resolver o problema do tempo que nunca mais passa, usando o mais típico dos antidotos, ler..

Ler é sempre uma boa solução.. Das duas uma, ou se adormece, ou, num abrir e fechar de olhos, acabamos por chegar ao nosso destino, sem dar por ela sequer que 10 minutos passaram... Claro que para isto acontecer é preciso que a leitura seja interessante e do nosso agrado...

Devo confessar que desta vez tive várias surpresas... Decidi comprar dois títulos que estão presentes nas nossas bancas há já largos anos... Desses dois títulos gostava de realçar a revista de um deles, quase a chegar ao seu número 2000. Refiro-me a revista Única, que faz parte do Jornal Expresso, nas bancas todas as sextas feiras.

De duas horas e meia de leitura, gostava de realçar um artigo de opinião assinado por Luís Pedro Nunes, que tem como sugestivo título “Podem os deputdos beber água da torneira?”
O artigo versa sobre uma proposta apresentada na Assembleia da Republica para trocar o uso de Água engarrafada, por água da torneira. Pelos vistos a Assembleia da Republica consome a módica quantia de 4000 garrafas de água por mês.
As desculpas e explicações são muitas para o Presidente do Conselho de Administração da Assembleia da Republica, Deputado José Lello, recusar a proposta da troca da água engarrafada por água da torneira.

A mais absurda é a explicação de que seria necessária mais gente do que a que a Assembleia da Republica possui hoje em dia, para recolher, lavar, encher e voltar a colar no seu lugar as canecas de água que seriam usadas, para transportar a água da torneira.

Luís Pedro Nunes, termina o seu artigo com a seguinte frase:

“Assim e após aprofundada análise parece-me existir uma solução que serve os interesses da Assembleia e as finanças da nação. Quando os deputados tiverem sede levantam a bunda e enchem os jarros. Se estes estiverem sujos, lavam-nos. É complexo, bem sei, mas exequível.”

Serve esta minha introdução para finalizar com uma chamada de atenção que nunca é demias relembrar...

Enquanto uns, lá sentados do alto das suas poltronas, discutem se devem beber água engarrafada ou água da torneira, há outros que vivem no feudo de um tal Engenheiro, que nem água engarrafa nem água da torneira... Bebem água inquinada e é se não querem, ao contrário de alguns que a têm de borla, ir ao supermercado gastar do seu parco orçamento, alguns euros para comprar água engarrafada.

Em pleno século XXI, continua a ser uma tremenda falta de respeito a não existência de água canalizada em toda a extensão da freguesia de Vilarinho.
Tantos e tantos anos de promessas e de espera e nem a luz ao fundo do túnel se avista...

Gostava por fim, de deixar expresso neste meu texto, a minha solidariedade para com a população de Paradela, que, uma vez mais, está a ser enganada pela Câmara Municipal de Santo Tirso e pela Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Vilarinho.

A anunciada 1ª Fase da obra da Estrada de Paradela, e para que de uma vez por todas fiquem esclarecidas as dúvidas, diz respeito a estrada que vai desde o cemitério até ao cruzamento para o Mosteiro.

Podem chamar-lhe o que quiserem...
Para mim não é da Estrada de Paradela que estamos a falar.

A Estrada de Paradela, começa no cruzamento para o Mosteiro e vai até ao Alto de Paradela. Essa sim é a Estrada de Paradela e aquela que mais falta faz a populção que todos os dias tem que deslocar nela.

Uma promessa mais, que apesar de anos e anos de falatório, teima em realmente sair do papel...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Presidênciais

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 19/01/2011


No próximo Domingo, dia 23 de Janeiro, terão lugar, mais umas Eleições Presidênciais.
Ao todo são seis os candidatos ao lugar da mais alta figura do Estado Português e Chefe de Estado Maior das Forças Armadas.
Fernando Nobre
Cavaco Silva
Manuel Alegre
Defensor Moura
José Manuel Coelho
Francisco Lopes

A campanha eleitoral tem decorrido sem incidentes de maior, a não ser a habitual troca de palavras entre candidatos, umas vezes morna, outras vezes mais acesa, mas sempre, do meu ponto de vista, dentro do que é a política Portuguesa e aquilo a que nos vem habituando ao longo destes últimos anos.
Na minha opinião, que vale o que vale, assistimos a uma pobre troca de argumentos entre candidatos, que em nada enriquece ou contribui para aclarar as ideias aos Portugueses, eu pelo menos assim me sinto. Preferiu-se discutir o acessório em vez de se discutir o que de verdade importa.
Importava discutir, qual o papel do Presidente da Républica na Democracia Portuguesa, quais os seus poderes e em que medida pode ou não influênciar o rumo da situação a que chegou Portugal.
Se é necessário ou não repensar a Constituição Portuguesa, de forma a que está contemple mais poderes ao Presidente da Républica, para que este deixe de ser uma mera figura de estilo no panorama político português.
Neste momento o Presidente da Républica tem o poder de dissolver o parlamento e assim fazer cair o Governo e o de ser o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas Portuguesas, pouco mais poder de relevo tem.
A capacidade política de um Presidente da Républica, torna-se assim essencial, para que este saiba como levar os diferentes dossies da melhor forma, e conseguir fazer ver aos outros intervenientes políticos as suas ideias e pontos de vista.

Nada disto foi discutido ao longo desta campanhã eleitoral., que acabou por ser muito pobre em termos discussão do papel do Presidente da Républica no Portugal de hoje.
Todos defendem um papel mais interventivo, mas não dizem como o podem fazer...
A razão porque não o dizem é, porque estão presos a uma Constituição que pouco espaço de manobra lhe permite.

Penso que todos devemos fazer uma reflexão acerca de quem merece ser o próximo Presidente da Républica, sem nunca esquecer, que este deve ter experiência política, de forma a saber evitar conflitos e manter a estabilidade política do País, tão precisa neste momento, tem de ser um bom “Ministro dos Negócios Estrangeiros”, de forma a manter e dar uma boa imagem de Portugal ao exterior, mas que acima de tudo saiba defender os interesses maiores de todos os Portugues.

Peço acima de tudo que no próximo Domingo, não fiquemos em casa, e deixemos que os outros decidam por nós. É importante que cada um de nós dê o seu contributo para ajudar Portugal a caminhar para o sítio certo, indo VOTAR.
Não podemos deixar que a abstenção, como vem sendo cada vez mais habitual, seja a vencedora das eleições, isso só demonstra ao Mundo que somos um País desinteressado e aleado da vida Política do nosso País.
Será essa a imagem que queremos passar?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Os jovens e o 25 de Abril

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 30/04/2008

Nas comemorações do 25 de Abril o Presidente da Republica, em plena Assembleia da Republica, fez um discurso alarmante, quanto a distanciação dos jovens da vida política. Apresentando as conclusões de um estudo que encomendou a Universidade Católica, dizendo o seguinte:

O estudo colocou aos inquiridos três perguntas muito simples: qual o número de Estados da União Europeia, quem foi o primeiro Presidente eleito após o 25 de Abril e se o Partido Socialista dispunha ou não de uma maioria absoluta no Parlamento. Pois, Senhores Deputados, metade dos jovens entre os 15 e os 19 anos e um terço dos jovens entre os 18 e os 29 anos não foi sequer capaz de responder correctamente a uma única das três perguntas colocadas. Repito: metade dos jovens entre os 15 e os 19 anos não foi capaz de responder a uma única de três perguntas simples que lhes foram colocadas. No dia em que comemoramos solenemente o 34º aniversário do 25 de Abril, numa cerimónia todos os anos repetida, somos obrigados a pensar se foi este o futuro que sonhámos.
É natural, é saudável até que os cidadãos em geral e os jovens em particular tenham centros de interesse para além da vida política. Tal significa que têm a democracia como um dado adquirido, que interiorizaram o facto de viverem num regime democrático e agora dedicam a sua atenção a outras realidades. Em todo o caso, o nível de informação dos jovens relativamente à política é de tal forma baixo que ultrapassa os limites daquilo que é natural e salutar numa democracia amadurecida. O alheamento da juventude não pode deixar de nos preocupar a todos, a começar pelos agentes políticos. A começar por vós, Senhores Deputados. Se os jovens não se interessam pela política é porque a política não é capaz de motivar o interesse dos jovens. Interrogo-me que efeitos daqui resultarão para o governo de Portugal num futuro não muito distante.”

Este alheamento da vida e das decisões políticas, por parte dos jovens é claro! O estudo encomendado pelo Presidente não revela nada de novo mas expõe pela primeira vez a atitude e o alheamento dos jovens perante a política. Mais, esta mensagem surge valorizada pelo facto do próprio Presidente afirmar com que algo está mal, apontando sem demagogias alguns dos responsáveis, neste caso os senhores deputados.
A mensagem entregue aos senhores deputados deverá também ser acolhida por outras estruturas da administração, quer central quer local. E já que estamos a falar de poder local, que tal invocar o que se passa no nosso Concelho? O Concelho de Santo Tirso pode muito bem ser o exemplo perfeito das preocupações do Presidente da Republica.
A população jovem foge do Concelho, pois não tem futuro no mesmo. Não havendo poder de fixação dos jovens, como é que estes se podem sentir interessados pela política nos seus mais diversos expoentes? Como podem os jovens olhar para a política como forma de se exporem à sociedade, quando tem no poder uma figura como a do Presidente da Câmara, que não olha a meios para derrubar quem se lhe atravessa a frente.
Desde os meus tempos de criança que sempre me ensinaram que o exemplo vem de cima. Não podemos continuar na lógica do olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço. Os jovens estão fartos do que se diz, e quando olham para o que se faz em Santo Tirso, não encontram nada. Assim sendo, deixemo-nos de discursos cheios de retórica e demagogia e achemos os responsáveis, tal como o Presidente da República o fez.

Para mim o responsável é claro, um legado de mais de 25 anos de gestão Socialista do nosso Concelho, personificada no Sr. Presidente da Câmara!

No campo político e no que respeita à participação, dos jovens, apenas vejo a JSD (e por isso a minha simpatia para Pedro Passos Coelho, ex-líder carismático da JSD e que tem a coragem de disputar a liderança do PSD) tentar combater esta situação através de tomadas de posição claras e visíveis. A única Juventude partidária que demonstra algum inconformismo como a situação do concelho e do País.

Proponho o seguinte, vamos tentar ir mais longe que o Presidente da República, vamos não só encontrar os culpados mas também arranjar soluções.

Basta de tanto conformismo com a situação do nosso Concelho, o futuro é dos jovens e por isso é importante que eles não o deixem fugir.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Final de ano, final de ciclo…

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 06/01/2011

Mais um ano que chega ao fim… Escrevo ininterruptamente neste jornal desde 2005.
Muitas foram as palavras, muitos foram os assuntos... Faz sentido ao fim de 5 anos fazer um ponto de situação relativamente ao que mudou, ou ao que pelo menos foi tentado.
Depois de muitas linhas escritas, chego à conclusão, que vale sempre a pena, escrever mais algumas a casa 15 dias que passam.
Muita pouca coisa mudou no poder autárquico e no poder nacional. O presidente da Câmara Municipal continua o mesmo, não sabemos é até quando...
O Primeiro-ministro continua o mesmo, não sabemos também até quando...
O Presidente da Junta de Freguesia de Vilarinho, já mudou, não precisamos de esperar para saber até quando...

A verdade é que por mais palavras que escreva o único que consigo é fazer passar as minhas ideias, sentimentos, vontades, mas se conseguir mudar um bocadinho que seja o quem quer que seja, já me dou por feliz, esse é o meu único objectivo.

Como já dizia Baden Powell, criador do Escutismo, “tenta deixar o Mundo, sempre um pouco melhor do que o encontras-te”

Serve esta frase para concluir uma coisa que é de mais evidente, a política Nacional e Concelhia estão em final de ciclo.

Senão vejamos, Sócrates está como todos sabemos, pendente das próximas eleições Presidenciais e da execução do Orçamento de Estado para 2011.
Se não cumprir as metas estabelecidas, muito tempo não teremos de esperar para ver o FMI aterrar no aeroporto de Figo Maduro, e o Governo acabar por render-se as evidências e renunciar ao seu mandato.

No caso da Câmara Municipal de Santo Tirso, é evidente que, sendo este o último mandato possível do seu Presidente Eng. Castro Fernandes, se comece já a pensar no seu sucessor dentro da estrutura do PS de Santo Tirso, pondo fim a um ciclo, convenhamos, dos mais negros da história recente de Santo Tirso.

O fim de ciclo é mais do que evidente, o Presidente da Câmara diz já o que bem lhe apetece, sem olhar a jogadas políticas ou pensar em campanhas eleitorais, essa situação foi mais do que evidente na inauguração do Centro de dia da Associação do Infantário de São Tomé de Negrelos.
Mas o reverso da medalha também é por mais evidente, os fiéis seguidores e caciques de muitos e muitos anos, vendo o ciclo a finalizar, começam a virar-se contra o todo poderoso...
Prova disso foi o que aconteceu na última Assembleia Municipal, com o Presidente da Junta de Refojos, Carlos Monteiro, a chamar o Presidente Castro Fernandes de maquiavélico, prepotente, perseguidor, etc...

Pelos vistos, o que se fala a boca cheia pelos corredores do poder é que Castro Fernandes irá renunciar antes do final do mandato, deixando a cadeira do poder entregue à Vereadora Ana Maria, mas pelo que parece, está não é uma escolha consensual dentro do PS...

Muita tinta irá correr ainda sobre este assunto, certamente...

Em Vilarinho a novidade foi mesmo a renúncia do Presidente da Junta Tarciso Andrade pouco depois das eleições, defraudando os seus eleitores e deixando o seu projecto político e promessas por cumprir...

O novo presidente da junta assumiu o projecto do seu antecessor e espera com a ajuda da Câmara Municipal cumprir as promessas deixadas no ar...

Uma que fiz aqui eco, e que em muito me deixou feliz, parece ter sido mais uma daquelas bombas, que rebentam mas nada fazem.
Depois de averiguar a que se referia a 1ª fase da obra da Estrada de Paradela, fiquei a saber, para espanto meu, que está 1ª fase nada tem haver com a estrada de Paradela em si mesma, mas sim com a ligação entre o cemitério e o cruzamento para o Mosteiro.

Imaginem, anunciar a 1ª fase de uma obra tão importante para a freguesia e para Paradela, sem que está toque sequer na Estrada de Paradela, que é a que realmente faz falta a população.

E com está revelação deixo aos meus leitores os votos de um 2011 cheio de coisas boas... Mas mesmo muitos boas...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Mais um ano que passou...

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 16/12/2010

Vale a pena fazer o balanço do ano que finda, fazendo a retrospectiva do ano de 2010, com especial incidência na freguesia de Vilarinho.

O ano começou com a chegada ao poder de uma nova Junta de Freguesia saída das eleições autárquicas e com problemas na presidência do Futebol Clube de Vilarinho, devido ao “não saber ganhar” do Presidente da Junta de Freguesia recém eleito.

O Futebol Clube de Vilarinho continuou de pé firme e hirto, apesar dos ataques sofridos, e o Presidente da Junta de Freguesia eleito, Tarcísio Andrade, nem aqueceu o lugar, e depois de menos de 6 meses na Presidência da Junta, abdicou do seu lugar, deixando a Presidência ao seu número 2, Jorge Faria.

Assíduo a defender como defendi na altura, que o povo de Vilarinho merecia muito mais respeito, o assumir das responsabilidades por todos os envolvidos nessa farsa, que foram as eleições autárquicas em Vilarinho. Já toda a gente falava entre dentes que Tarcísio Andrade não queria ser candidato a essas eleições, o que no final se veio a revelar verdadeiro, mas da forma que menos esperávamos.

Em Maio e apesar de todas os problemas vividos pelo clube, o Futebol Clube de Vilarinho, conseguiu a manutenção na pricipal divisão da Associação de Futebol do Porto - a Divisão de Honra.
Juntamente com esta boa notícia ocorreu mais uma Majestosa Festa de Maio, organizada pela gente da terra, com o seu suor, esforço e dedicação.
O trabalho de todos os Vilarinhenses que ano após ano, não deixam morrer esta tradição já deveria merecer por parte da Junta de Freguesia e das forças vivas da Freguesia um homenagem justa e sentida, porque estaríamos a homenagear desta forma toda uma Freguesia e acima de tudo as suas gentes e tradições.
Chegadas o período de Verão, tivemos mais um festival do Rancho Folclórico, as Rosas de São Miguel de Vilarinho, que é umas das associações que dão vida e trazem alegria à nossa terra. Mas o verão trás também as férias e a visita dos nosso emigrantes, cada vez menos, que voltam todos os anos à sua terra Natal. A verdade é que Vilarinho pouco tem a oferecer a quem a visita, e os nossos emigrantes vão-se afastando mais e mais das suas raízes, porque na verdade, na visita a terra sentem que lhes falta tudo. Dou um pequeno exemplo, bem ao lado de minha casa, morava um casal, agora emigrado nos USA, que em vez de voltar à sua casa, optou por comprar um apartamento em Vizela, que usa quando vem de visita a Portugal.
Setembro trouxe mais uma surpresa para a Freguesia de Vilarinho, o até ao momento Pároco de Vilarinho, Padre Avelino, viu o Bispo do Porto, entregar-lhe outros afazeres em freguesia do Concelho de Paços de Ferreira, retirando-lhe a Freguesia de Vilarinho. Uma notícia que caiu que nem uma bomba nas nossas gentes, mas que logo foi acalmado pela nomeação para pároco da Freguesia o Padre Felisberto Capela. A freguesia de Vilarinho ficou a ganhar, pois acabou por conquistar um Pároco a tempo inteiro, dedicado a 100% a uma freguesia que precisa de toda ajuda possível, em todos os sentidos, mas muitos mais, ao nível do apoio social às muitas famílias carenciadas desta nossa freguesia.
O final do ano trouxe-nos duas boas notícias, quer dizer, uma delas esperamos para ver, depois de tanto anos de promessas...
A estrada de paradela parece que finalmente vai sair da boca dos nossos autarcas e do papel, para se tornar uma realidade!
Defendo como sempre defendi, que de 1ª fases estamos nós fartos... Espero que esta obra quando iniciada nunca mais pare, até estar completamente concluída! Vilarinho merece, mas acima de tudo merece muito mais a população de Paradela que há muito tempo a reivindica.
Por fim os meus parabéns a duas artesãs de Vilarinho que por iniciativa própria realizaram a primeira feira de artesanato de Vilarinho, onde estiveram presentes 10 artesãos, todos de Vilarinho. Estas iniciativas trazem outro colorido à freguesia e são os alicerces para futuras iniciativas culturais.

Por fim, referir uma situação que foi constante durante todo o ano, o fecho contínuo de empresas e o aumento do número de desempregados na nossa freguesia. Os apoios tardam em chegar e as famílias dia após dia lutam para sobreviver. Espero que a época natalícia seja propícia a uma reflexão por parte de todos, para que em conjunto possamos de alguma forma lutar e ajudar a combater este flagelo.

Cada contribuição conta!
Por fim...

O Natal está a porta... e o final do ano também…

Gostava de desejar um Santo e Feliz Natal a todos os meus leitores, e desejar ainda que o melhor de 2010 seja o pior de 2011...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Mundo...

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 02/12/2010

O Mundo anda de cabeça para o ar por estes dias…

Não sei muito bem até quando é que esta situação vai durar, mas a verdade é que as notícias que nos entram por casa dentro, são cada vez mais desanimadoras.

Senão vejamos, nestas últimas duas semanas, a Irlanda recorreu ao fundo de ajuda da Comunidade Europeia para conseguir estabilizar as suas finanças públicas, falando-se por entre dentes, que o próximo país a ser levado na cestacerta, será Portugal. Apesar do diz que disse, que Portugal vai, que Portugal não vai, eu acredito que não há remédio, nem solução para a situação. O Governo teria de mexer em muitos poderes instalados, muitos lobbys, para verdadeiramente fazer uma reforma da máquina gastadora que é o Estado.Ccomo não tem coragem política para o fazer, e vai pondo paninhos quentes aqui e ali, a única solução para ver se o País se endireita é mesmo o FMI aterrar no aeroporto da Portela.
Entretanto, a única coisa que nos resta, é continuar a seguir os capítulos desta novela e tentar adivinhar quando vai terminar...

A seguir a troca de mimos entre as duas Coreias, a do Norte e a do Sul.
Terceira Guerra Mundial à vista?
Há quem defenda que sim.. Há quem defenda que não...
De um lado a Coreia do Norte, apoiada pelo seu aliado de sempre a China, ahhh, e o deputado Bernardino Soares do PCP. E do outro lado a Coreia do Sul apoiada pelo seu aliado de sempre os Estados Unidos da América.
Este ataque da Coreia do Norte a uma ilha da Coreia do Sul é mais um arrufo de namorados do que outra coisa, mas que pode, com todas as mudanças que estão a acontecer a nível político e de chefia na Coreia do Norte, levar a mais ataques e a consequências imprevisíveis.
A guerra só ainda não começou, porque, aliado a crise mundial, as duas super potências mundias, a China e os USA, não se querem desentender. Têm muito mais a ganhar em manterem a relação mais ao menos estavél que têm, do que a perde-la totalmente.
Mas é importante seguir com atenção mais esta novela. a história avança lentamente e o desfexo certamente não será tão rápido como a da anterior.

E por fim o mais que famoso WIKILEAKS, o site que promete trazer a verdade ao Mundo, divulgando documentos secretos do Governo dos USA.
Esta semana foram divulgados pelos maiores Jornais do Mundo mais de 2500 documentos confidenciais, desviados do correio diplomático dos USA.

As histórias são as mais variadas. Contudo, até hoje, o que foi publicado por esses jornais são histórias menores e sem qualquer tipo de interesse para o comum dos mortais, muito menos, para os Governos dos países que visados nesses documentos.

Uma dúvida fica no ar: terá o Governo Americano, conseguido fazer parar a tempo a publicação dos documentos maissensíveis, ou, pelo contrário, a tão prometida verdade Mundial, oferecida pela Wikileaks, não passa de insignificantes trocas de correspondência secreta?
A questão que fica no ar é o porquê da Wikileaks até agora só ter publicado documentos referentes aos USA, quando se diz ser um site que pretende a verdade à escala Mundial e onde estão presentes como fundadores dissidentes chineses, jornalistas, matemáticos dos USA, Taiwan, Europa, Austrália e África do Sul.

Esta novela terá um fim trágico, ao bom estilo das peças de teatro de Gil Vicente, parece-me...

A verdade é que o Mundo não para de girar, e eu, com tanta informação e contra informação, sei cada vez menos em quem acreditar ou no que acreditar...

Cada vez devemos deixar as coisas correr ao sabor do vento...
Como escreveu um dia António Gedeão...

“Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança”

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Boas notícias...

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 18/11/2010

Antes de escrever qualquer linha que seja acerca do tema que vos falo esta semana, gostava de pedir desculpa, pela minha falta de comparência a semana passada, como habitual cronista deste jornal, tal se deveu, à minha ausência por motivos profissionais de Portugal.
Pedidas as minhas sinceras desculpas e esperando que as aceitem, parto para o tema que me leva a escrever hoje...

Gostava de felicitar a Camara Municipal de Santo Tirso, na pessoa do seu Presidente Ex.mo Sr. Eng.º Castro Fernandes, por ter feito sair um notícia que em muito me deixa ficar contente e com toda a certeza todos os Vilarinhenses, em especial os Vilarenhes que residem em Paradela.
Diz a notícia publicada no Jornal online, www.santotirsodigital.com que, e passo a citar, “A Câmara Municipal de Santo Tirso acaba de abrir concurso público para a empreitada “Arruamento de Ligação do Cemitério a Paradela – Vilarinho – 1ª Fase”. O valor da obra para efeitos de concurso é de 380 702 euros + IVA.”
Devo confessar que esta notícia me deixou, tanto surpreendido como contente, finalmente uma promessa com mais de 20 anos, começa a ter pernas para andar... Falta saber onde vai parar...
Ao ler a notícia publicada, pouca informação mais conseguimos obter do que a que eu transcrevi, mas há um pequeno pormenor que me saltou à vista e para o qual eu gostava de obter resposta, a 1ª fase da obra diz respeito a quê?
Tenho a noção que o que interessa é que a obra vai arrancar ao fim de muitos e muitos anos de promessas, mas não posso deixar de questionar, a que custo e a que velocidade esta obra vai ser elaborada.

Fartos de 1ª fases estamos nós!... Basta olhar para a rede de água e saneamento, para perceber que 1ª fases já nós tivemos muitas.

Há que clarificar e ilucidar a população de Vilarinho, especialmente os habitantes de Paradela, que certamente irão sofrer alguns constragimentos com a execução da obra, de como a obra se irá processar e os tempos de execução até a obra estar completamente terminada.

Só espero que o senhor Presidente da Câmara tal e qual como disse estes dias na inauguracao do centro de dia em Negrelos, “que já está naquela fase em que começa a dizer tudo o que pensa”, que finalmente comece a dizer ao povo de Vilarinho tudo o que pensa, de preferência a verdade acerca das suas promessas, porque tal e qual com disse também nessa mesma inauguracao, “Isto não é comum, isto não é comum”, o que não é comum e fazer promessas atrás de promessas sem que estas nunca saiam do papel.


Tenho colhido ultimamente algumas opiniões não muito abonatórias acerca da forma como tenho terminado as minhas crónicas de há uns tempos para cá. Estou-me a referir mais propriamente a enumeração das obras prometidas em Vilarinho, perante os Vilarinhenes, pelo Presidente da Câmara de Santo Tirso, Engº Castro Fernandes e que continuam sem sair do papel.
Acredito que posso ser um tanto ao quanto massudo, que certamente não foi por eu enumerar as obras prometidas que esta notícia da estrada de Paradela saiu, mas como Vilarinhense com responsabilidades acrescidas, tenho o dever de relembrar a todos que Vilarinho merece sempre mais e melhor, que merece aquilo que lhe é devido e prometido há muitos e muitos anos...

Por isso, onde estão:
Rede de Abastecimento de água
Rede Saneamento básica

Requalificação da E.M. 513
Capela mortuária e casas de banho no cemitério
Creche
Lar de Idosos

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Isto é uma vergonha!!!

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 17/04/2008

Esta foi a primeiro frase da notícia publicada no Jornal de Notícias do passado dia 10 de Abril, sobre Santo Tirso: “Santo Tirso tem o maior número de desempregados do País”
Esta notícia baseia-se num estudo publicado pela Marktest, tendo em conta os dados fornecidos pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
Já na edição de 16 de Fevereiro último, o Jornal de Noticias referiu o seguinte “Catástrofe em Santo Tirso” a propósito da taxa desemprego divulgado pelo INE.

Depois dos estudos publicados pela:
- Municipia S.A., que coloca Santo Tirso na posição 306 do 308 municípios existentes em Portugal, no Índice de Desenvolvimento Municipal.
- Do estudo publicado pelo Observatório para o Desenvolvimento Económico e Social da Universidade da Beira Interior (UBI), que de 278 municípios estudados, coloca Santo Tirso na 13ª posição na área metropolitana do Porto, só o concelho de Arouca ficou atrás de Santo Tirso.
- A revista Portugal Local que caracteriza assim o concelho de Santo Tirso: “Pouca obra foi feita desde 2004. É politicamente correcto afirmar que existe quase para fazer. Em santo Tirso, esta é, de facto, uma realidade (…) é possível verificar com facilidade que infra-estruturas essenciais para o aumento da qualidade de vida e do bem estar da população ainda se encontram a meio gás” diz mais “períodos complicados com elevados índices de desemprego, como aconteceu na década de 80, persistem e a economia local continua a degradar-se”
- E agora do estudo da Marktest

O Presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Eng. Castro Fernandes, sim o homem é Engenheiro, só acredita que o estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia Comportamental – Pólo Tecnológico de Lisboa (INTEC) (Associação privada) e publicado nas páginas do Semanário Sol é que é verdadeiro?!!!
Por favor…
Relembro que o estudo do INTEC apenas envolveu 11 municípios (num universo de 308), e a sua elaboração foi desenvolvida através de 250 entrevistas telefónicas.

Mas o que se afigura mais estranho é que segundo o INTEC o estudo sobre Santo Tirso foi composta por 250 sujeitos, abrangendo de forma relativamente uniforme as faixas etárias inferiores a35 anos, entre os 35 e os 54 anos e superiores a 55 anos, e também de modo equitativo homens e mulheres sendo que a maior parte dos inquiridos têm escolaridade até ao 6º ano de escolaridade e trabalham por conta de outrem!

Então e as pessoas com mais do 6º, 9º, 12º ano e mesmo licenciados, porque motivo não foram consultados?
E os comerciantes? Os prestadores de serviços? Porque razão não foram estes também ouvidos?

Afinal quais foram os critérios de selecção utilizados pelo INTEC?

Vão-me desculpar os meus leitores mas perante isto só tenho uma coisa a dizer:

ISTO É UMA VERGONHA!!!

Só para finalizar e para verem o desplante do nosso Presidente da Câmara, transcrevo as declarações prestadas a rádio TSF, com alguns comentários meus entre parênteses, no âmbito do estudo publicado pela Marktest:
1ª Intervenção: “Apesar da crise de desemprego na região, nomeadamente no Vale do Ave, não acredito (no estudo publicado pela Marktest), eu consultei a página e isto não está minimamente fundamentado (são dados do IEFP), não conheço o estudo, portanto não posso aquilatar da validade”

2ª Intervenção: “digo que o Vale do Ave, fruto da crise do têxtil (há quantos anos já estamos em crise?), tem um problema de desemprego, o que é preciso é combate-lo (o que tem feito a Câmara Municipal de Santo Tirso e o Governo PS para o combater?), tenho denotado uma diminuição. À pouco mais de meio ano atrás, o PCP divulgou um comunicado dizendo, que havia 7070 desempregados, hoje o estudo da Marktest diz que há 5545” (Então quando convém ao Senhor Presidente da Câmara o estudo da Marktest já tem fundamento…!!!)

Volto a repetir:
ISTO É UMA VERGONHA!!!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

100 anos de que República…

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 21/10/2010


Se os pais da República…ou mesmo se aqueles que deram a sua vida em troca da vida do Rei Dom Carlos vivem-se ainda hoje, estariam certamente desejosos de desaparecer...

Continuo a dizer e pensar que os portugueses ainda não se aperceberam da real situação em que está metido o nosso País.

Os níveis de pobreza a crescer a olhos vistos diariamente, há zonas onde os níveis deixam já adivinhar uma enorme crise social, que tratará de arrastar essas zonas para níveis de pobreza e carência nunca antes vistos depois do 25 de Abril de 1974.

Mesmo assim, os Portugueses não se levantam, não se pronunciam, não saem a rua, não se batem pelos seus direitos...
A apatia demonstrada perante semelhante crise, leva-me, uma vez mais, a concluir que estamos perante a melhor e mais bem orquestrada campanha de controlo de mentes que já se viu em Portugal.

Com todo o acesso à informação que temos hoje em dia, limitarmo-nos a ficar quietos e esperar que as coisas mudem, não chega.

Vejamos os que estão os franceses a fazer há mais de uma semana: protestos sucessivos, dia após dia...
E sabem qual é razão?
Porque o estado quer mudar a idade das reformas e o seu cálculo...

Em Portugal, o Governo magnífico, meticuloso e perfeito do Eng. Socrates e do ministro das finanças Teixeira dos Santos, vai-nos ao bolso a cada dia que passa, de diferentes formas, e o povo mantém-se calmo e sereno...

Espero que os meus leitores saibam que:

As latas de conservam vão passar de uma taxa de IVA de 13% para 23%
O leite achocolatado vai passar de uma taxa de IVA de 6% para 23%
Os refrigerantes vão passar de uma taxa de IVA de 6% para 23%
Os ginásios vão passar de uma taxa de IVA de 6% para 23%
Os óleos alimentares vão passar de uma taxa de 13% para 23%
As margarinas vão passar de uma taxa de 13% para 23%

Só para referir alguns dos exemplos...

Sorrateiramente e sem nos apercebermos, vamos pagar mais por aquilo que antes era considerado um bem essencial.

Portugal precisa de gente que se faça ouvir, gente que tenha opinião própria e que a defenda com unhas e dentes, sem vergar perante as atrocidades.

Deixo aqui o link com um bom exemplo, uma entrevista de Medina Carreira, antigo ministro das finanças de um dos Governo de Mário Soares.
http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1682247


Como prometido, aqui fica a lista das obras há muitos anos prometidas para Vilarinho. Só deixarei de me referir a elas quando, uma por uma, forem sendo executas e concluídas. Espero, com isto, manter na lembrança dos meus conterrâneos Vilarinhenses os anos a fio que levamos de promessas incumpridas.

Rede de Abastecimento de água
Rede Saneamento básica
Estrada de ligação a Paradela
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sábado, 16 de outubro de 2010

Ai Portugal, Portugal

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 07/10/2010


Portugal caiu numa crise profunda…
A crise não é só financeira... é também uma crise de valores, de confiança, de sentimentos...

Andamos a correr atrás não sabemos bem do que, sem saber o que nos espera a o virar de mais uma esquina...

Em Maio deste ano, Portugal era o País da União Europeia que mais crescia, a crise já tinha passado, e o Primeiro Ministro José Trocas-te, desculpem, Socrates, já dava saltos e pulos de contentamento, enquanto anunciava estas boas novas, qual messias de novo descido à terra...

O povo português, controlado pelos mass media, que tão bem seguem e lapidam a palavra do nosso Primeiro, limitaram-se a reproduzir as palavras, sem as estudar, estruturar e acima de tudo comprovar...

A resposta está a vista de todos, de um País a crescer mais que todos os outros da União Europeia em Maio, passamos ao País que mais perder em Setembro...
Resultado... O pobre cada ves mais pobre e sem prespectivas de retoma, vai levar cortes em tudo o que são ajudas e ver taxado aquilo que compra a 23%.

Que País é este, pergunto eu...

Onde niguém se insurge contra mentiras, atrás de mentiras, proferidas, pelo Primeiro Ministro e os membros do seu Governo, conseguindo com isto, levar para a frente a sua politica de vitimização... Eles não são os culpados de nada de mau que possa acontecer em Portugal, a culpa é sempre dos outros, para o mal claro..
A crise é culpa dos mercados internacionais, dizem eles...

Mas quando a coisa é boa... Já são eles a ficarem com os louros...

Alguma vez se lembram de ver o Primeiro Ministro José Socrates com aquela sua cara de anjo “mal amanhado”, pedir desculpa ou admitir que errou em alguma situação?

Será que em Maio, como disseram na altura muitos políticos e economistas da nossa praça, o Governo não sabia que o pior da crise ainda estava para vir e era necessárias medidas mais asuteras e fortes para combater de vez a crise em que o País se econtra?

Ou será que o Governo simplesmente adiou o assumir da verdadeira crise, até ao dia em que o Presidente da Républica deixa-se de poder dissolver a Assembleia da Républica e assim fazer cair o Governo de José Socrates?

Se olharem atentamente para as datas, perceberão que não andarei muito longe da verdade...

Portugal é hoje um País parado, controlado por um Governo constitucional, que mais parece um Governo totalitário...
Socrates percebeu cedo que o controlo da mente do povo, lhe daria vitórias e um poder incalculavél...

Onde estão as lutas contra as portagens, onde está a luta contra o aumento do IVA, onde está a luta contra o aumento do preço dos combustivéis, entre muitas outras... Há apenas 10 anos atrás o País se estivesse na situação de hoje, estaria parado...

Que aconteceu a esse País que há 10 anos lutava, saia a rua, pelos seus direitos?

Sabem qual é o meu maior receio, independentemente dos partidos, dos seus lideres, ou candidatos?

É imaginar que se o Primeiro Ministro José Socrates, por acasao deixar cair o Governo e se recandidatar, voltar a ser eleito...

Ai eu diria tal e qual como o Jorge Palma na canção “Portugal, Portugal”

Ai, Portugal, Portugal
De que é que tu estás à espera?
Tens um pé numa galera
E outro no fundo do mar
Ai, Portugal, Portugal
Enquanto ficares à espera
Ninguém te pode ajudar


Como prometido, aqui fica a lista das obras há muitos anos prometidas para Vilarinho. Só deixarei de me referir a elas quando, uma por uma, forem sendo executas e concluídas. Espero, com isto, manter na lembrança dos meus conterrâneos Vilarinhenses os anos a fio que levamos de promessas incumpridas.

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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Corruptos e corrupção...

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 23/09/2010

Provavelmente, sempre que lemos a palavra corrupção, vem à nossa cabeça imagens de políticos, dinheiro, contractos, conversas privadas ao telefone etc.. Ou seja, produzimos sinónimos figurativos de corrupção que, só em muitas raras excepções, nos incluem a nós próprios. Qual é então o verdadeiro sentido da palavra corrupção e quais, se é que existem, as leis que a regem.

Comecemos então pelo significado da palavra. Corrupção é definida como uma deficiência na integridade, virtude ou princípio moral. Uma depravação, declínio ou indução de maus actos através de meios impróprios ou ilegais. Sou tentado em tom de brincadeira a comparar esta definição extraída do dicionário com algumas passagens de textos bíblicos que apelam à moral do homem e aos riscos da depravação. Mantendo ainda a anología religiosa, diria também que perante esta definição todos nós somos, fomos ou seremos, em algum ponto das nossas frágeis vidas corruptos, isto, apesar de muito raramente cada um de nós não se rever como uma pessoa corrupta. Estamos pois perante o famoso caso de "quem nunca errou que atire a primeira pedra".

Se todos somos corruptos, importa saber as dimensões que a nossa perda de moral acarretam. É claro que a perda de moral quando se copia num teste não se compara à perda de moral quando se forja um documento oficial, ou quando mentimos sobre o facto de seremos estudantes só para ter desconto na cantina em comparação com o tráfego de influências para aprovação de certos projectos. A repercussão destas perdas de moral têm como é óbvio efeitos bem distintos. Se é verdade que em principio nenhuma forma de corrupção é tolerável, também é verdade que devemos começar por erradicar aquela que causa mais danos e acarreta mais perda de integridade. Convém pois saber o que nos leva sermos "perigosamente corruptos" uma vez que todos somos "etimologicamente corruptos".

Tendo em conta que os valores morais, e por consequência a sua perda, vão sendo alterados geração após geração é complicado discernir quais os factores determinantes que contribuem para a corrupção. Um deles porém salta logo à vista, o poder. De facto tanto somos corruptos sendo um empregado ou patrão, mas com o aumento de poder aumenta também as repercussões da nossa perda de moral. Diria até que o aumento é exponencial, ou seja, basta aumentar um pouco o poder para os estragos da corrupção aumentarem em duas ou mais ordens de grandeza. Até hoje nehuma sociedade humana (nem mesmo as primitivas) viveu sem que determinados membros fossem mais poderosos que outros. Temos de admitir portanto que a existência de poder é inevitável e por consequência a existência de corrupção também.

Se é a corrupção é inevitável e o poder fundamental na nossa sociedade como podemos então diminuir os efeitos da corrupção? A resposta é simples e fundamental, repartindo o poder. Repartindo o poder votando e participando activamente na sociedade, repartindo o poder lendo os jornais dissecando o que é importante daquilo que é falácia. Repartindo o poder comunicando com outros aquilo que achamos certo e apontando o que avaliamos como errado, repartindo o poder escrevando e reeinvidicando publicamente que temos uma opinião própria.

E para terminar perguntam voçês. Isso é tudo muito bonito de se dizer, o problema é que existem pessoas que não mudam, que são e serão corruptas que têm e terão poder. É certo que não podemos mudar os outros, mas podemos sempre não ser como eles. Já que todos somos etimologicamente corruptos resta-nos apenas tentar ser moralmente coerentes.

Como prometido, aqui fica a lista das obras há muitos anos prometidas para Vilarinho. Só deixarei de me referir a elas quando, uma por uma, forem sendo executas e concluídas. Espero, com isto, manter na lembrança dos meus conterrâneos Vilarinhenses os anos a fio que levamos de promessas incumpridas.

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Voltados de férias...

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 09/09/2010

Espero que todos os leitores tenham tido o seu merecido descanso durante estas férias e que tenham rejuvenescido para o Outono e Inverno que se aproxima.
Confesso que as minhas férias souberam a pouco.
Pouco tempo depois de voltar a trabalhar já estava a desejar férias outra vez... A verdade é que é mais difícil habituarmo-nos ao trabalho depois de umas boas e merecidas férias...

Infelizmente, e como já fui escrevendo muitas vezes, há pessoas que voltaram de férias e, sem darem por isso, deram de caras com o seu local de trabalho encerrado sendo o seu único destino o fundo de desemprego...

Imagino que para estas pessoas as férias, por muitas boas que tenham sido, acabaram por se tornar amargas...

Muitos dos patrões do Vale do Ave aproveitaram a paragem para descanso para, simplesmente, fecharem as suas empresas sem levantarem alarido. Assim, as coisas tornam-se mais fáceis, pensam eles, para patrões e empregados.

As autoridades, quem de direito, deveriam tomar atenção a todas estas situações e não permitir que, de uma forma quase abusiva, gente de trabalho, que foi de férias descansada com o seu posto de trabalho assegurado, regresse e encontre um local de trabalho de portas e portões fechados, muitas vezes com o recheio já “desaparecido” para que nem isso os credores possam reclamar, de forma a dar cumprimento ao compromissos assumidos...

Logicamente. Os principais credores, mas os últimos a receber são os empregados... Que graças a este tipo de jogadas normalmente se vêem sem nada, sem direito sequer a receberem os seus direitos.

O desemprego nos meses de Verão baixou, como tanto fez o nosso Governo por publicitar, 0,2%. Desnecessário será dizer que os valores nos próximos meses vão subir em flecha, graças à distracção e ao abandono por parte das autoridades das pequenas e médias empresas, que, por mais esforços que façam, os seus patrões não conseguem sobreviver num mercado tão competitivo como o global.
Quem sofre no final são sempre os mesmos, os empregados que sempre cumpriram as suas obrigações, fizeram o seu trabalho bem feito e para quem no final não resta outra solução senão o fundo de desemprego e a interminável espera por um novo emprego.

Gostaria antes de terminar de, a partir daqui, saudar o Reverendíssimo Padre Avelino, que este fim-de-semana abandona a paróquia de Vilarinho e desejar-lhe as maiores felicidades na sua nova “aventura”. Quero agradecer, também, os momentos e a dedicação que votou à paróquia de Vilarinho pois, a obra fala por si.
Tenho a certeza que sai com o sentimento de dever cumprido mas, com aquele pequeno amargo de boca por não ter conseguido por de pé o tão desejado projecto “DOMUS SÃO MIGUEL”, ou a prometida e anunciada CRECHE.

Como prometido, aqui fica a lista das obras há muitos anos prometidas para Vilarinho. Só deixarei de me referir a elas quando, uma por uma, forem sendo executas e concluídas. Espero, com isto, manter na lembrança dos meus conterrâneos Vilarinhenses os anos a fio que levamos de promessas incumpridas.

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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Notícias e notícias...

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 29/07/2010

Vamos imaginar que amanhã não podemos encontrar notícias sobre política nos jornais e demais meio de comunicação. Não existem referências à crise ou à proposta de revisão constitucional. O arquivamento do caso Freeport não é mencionado e a privatização da TAP nem sequer entra para as últimas páginas de um qualquer periódico sensacionalista. Vamos também já agora imaginar que as portagens nas SCUTs não têm honra de abertura nos telejornais e que nenhuma palavra é escrita em relação à subida dos preços dos combustíveis ou do café.
Fica então a pergunta, se vivermos num Portugal onde notícias de cariz político não fazem notícia com que noticias ficamos nós? Futebol talvez... Vamos então mais longe e imaginar que também as notícias sobre futebol não aparecem nos meios audio-visuais. Ninguém sabe o que vai acontecer a Carlos Queiros e as adivinhas Mundialistas do polvo Paul nunca sequerer tocaram o horário nobre. Sem todo este barulho notícioso que ensurdece os Portugueses, que notícias restariam para alegrar os nossos dia?

Notícias sobre um bom livro, espectáculo ou ciência parecem ser cada vez mais raras e curtas. Notícias sobre a boa crítica construtiva (política, artística, etc) que se faz em blogues ou jornais locais de tiragem reduzida não chega, ou não se quer que chegue, aos grandes canais de divulgação. A boa crítica que têm lugar fora dos grandes canais audio-visuais permanece inaudível ao comum Português. Quero deixar claro que não estamos aqui a falar de crítica feita por intelectualistas em círculos fechados, estamos a falar de pessoas como eu e você que acreditam num País mais justo, moderno e ponderado. O Portugal rural existe também na comunicação social. As grandes notícias Nacionais que têm honras de abertura nos telejornais são como a vida nas grandes cidades, intensas, imediatas, modas passageiras ao sabor de interesses camuflados. As boas e pequenas notícias fabricadas em jornais como este ou em páginas pessoais de autores comuns são como a vida no campo, sem excitação, lenta, mas com um fundo de verdade difícil de igualar. Imagino o quanto diferente seria Portugal se as pequenas ideias fossem ouvidas e as sensacionais notícias relegadas para terceiro plano. Cabe a cada um de nós continuar com a discussão construtiva num momento em que a sociedade necessita de novas e melhores ideias.
Para terminar deixo o leitor com uma nota provocatória. Sou da opinião que o ditado do famoso filósofo Françês falecido de pneumonia em Escotolmo não se enquadra à presente realidade. “Penso, logo existo” parece estar desproporcionalmente adequado aos tempos modernos de uma comunicação agressiva e pouco ponderada. Hoje, em pleno Portugal do século XXI será mais correcto dizer: Comunico logo existo, penso logo ninguém me houve... Ainda assim eu faço a minha parte, escrevendo periódicamente o que acho correcto num pequeno jornal, se todos fizermos o mesmo seremos suficientes para mudar. Mudar Vilarinho, Santo Tirso e por arrasto, mudar Portugal.

Como prometido...
Aqui fica a lista das obras há muitos anos de prometidas para Vilarinho. Só me deixarei de me referir a elas, quando uma por uma, forem sendo executas e concluídas, espero com isto manter na lembrança dos meus conterrâneos Vilarinhenses os anos a fio que levamos de promessas incumpridas.

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terça-feira, 27 de julho de 2010

Mundial….

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 15/07/2010

O mundial chegou ao fim e o “inesperado” vencedor, depois da derrota no primeiro jogo frente à Suiça, foi a Espanha, mais conhecida como “La Roja”.
Quase me fez lembrar a campanha de Portugal no Euro 2004... Mas só com um pequeno pormenor... Perdemos o primeiro jogo, mas perdemos também o último... Ainda por cima com a Grécia as duas vezes...
Por terras espanholas esta vitória foi celebrada como nunca se viu. Anos e anos de espera, para gerações e gerações de espanhóis, que nunca viram a sua selecção passar dos quartos de final no Mundial.
Depois da vitória no Europeu em 2008, esta geração de jogadores espanhóis, culmina uma fase de ouro para o futebol espanhol com a conquista do campeonato do Mundo.

Esta vitória vem evidenciar aquilo que há muito se vem vendo por terras espanholas. A aposta firme e claro feita no desporto pelo estado Espanhol, tem vindo a dar frutos ao longo dos últimos anos, com vitórias quer a nivel Europeu como Mundial, nos mais diversos desportos, como por exemplo, campeões da Europa e do Mundo de Basquetebol, Campeões da Europa e do Mundo de Andebol, Rafa Nadal uma lenda do ténis já e agora o Futebol.

Quando se pensam políticas com cabeça tronco e membros, só é necessário esperar para colher os frutos...

E falando em Desporto...
Foram colocados pelo nosso concelho, novos cartazes patrocinados pela Câmara Municipal de Santo Tirso, relativos às preocupações que devemos ter relativamente ao meio ambiente, mais precisamente com a recolha selectiva de resíduos.
A cara escolhida para ser o “CIDADÃO +”, foi Armindo Aráujo, conhecido por todos os tirsenses, como piloto de ralis e campeão do Mundo da categoria de produção.
A ideia da campanha é interessante, se bem que, na minha opinião o grafismo dos cartazes deixa muito a desejar. Muito poucos apelativos para uma campanha que se quer atractiva e com resultados.
Penso também, e não pondo em causa a escolha do Armindo Aráujo para “CIDADÃO +”, que muitas outras pessoas poderiam ter dado a cara. Em vez de termos um “CIDADÃO +”, podiamos ter 2, 3, 4, 5, 6... e não faltam pessoas de reconhecido mérito no Concelho de Santo Tirso para dar a cara, o Senhor Presidente da Câmara Municipal faz questão e bem de homenagear muitas delas a cada 25 de Abril

Mas, já que Armindo Araújo foi o escolhido para dar a cara como “CIDADÃO +”, e concerteza a Câmara Municipal de Santo Tirso lhe pagou por isso, quanto não sabemos, já que o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Engenheiro Castro Fernandes, se recusa a dizê-lo, eu pergunto...

Porque é que com o dinheiro pago por todos os tirsenses, Armindo Araújo ainda se apresenta nos cartazes, com a camisola dos SEUS patrocinadores?

Não seria mais interessante, promover o concelho, vestindo uma camisola dizendo SANTO TIRSO CONVIDA, VAMOS TODOS RECICLAR, CIDADÃO +?

Porque é que com o dinheiro pago por todos nós para assumir o papel de “CIDADÃO +”, Armindo Araújo aproveita e ainda faz publicidade à TMN, GALP, Lusitânia Seguros, MCA, Pirelli, Mitsubishi Motors e à Rally Art?

Como prometido...
Aqui fica a lista das obras há muitos anos de prometidas para Vilarinho. Só me deixarei de me referir a elas, quando uma por uma, forem sendo executas e concluídas, espero com isto manter na lembrança dos meus conterrâneos Vilarinhenses os anos a fio que levamos de promessas incumpridas.

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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Educação, um pilar da Sociedade

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 05/03/2008

Sendo eu um produto 100% made in ensino público, não podia deixar de comentar os acontecimentos recentes relacionados com as reformas que o governo quer levar acabo na educação. Estas reformas têm gerado uma onda que contestações e mau estar na comunidade docente. Confesso que demorei algum tempo para escrever este artigo, muito devido ao facto da multiplicidade de argumentos que se esgrimem de ambos os lados das trincheiras. E é precisamente aqui que a minha argumentação começa, nas trincheiras… Por muito que me custe admitir o debate das políticas educativas não se está a centrar no que realmente interessa, ou seja, na educação. A discussão está muito mais virada para as políticas da educação e todos os seus intervenientes. Politicas unilaterais do Ministério baseados em estudos de modelos avaliativos encomendados sabe-se lá bem a quem ou importados de que Pais. Extrema falta de diálogo entre quem faz as leis e quem as afecta. Tudo isto serve para dizer que o panorama da educação Nacional mais parece um campo de batalha, onde a carne para canhão são os alunos…

Este é o primeiro ponto que queira salientar. Na minha opinião não há discussão séria sobre as politicas educativas.

A retórica está afundada num jogo de interesses entre docentes que não querem uma avaliação qualquer e um ministério que quer mostrar serviço de pois de anos e anos onde a avaliação da classe docente não passou de uma miragem.

Vejamos então o que incomoda ambas as partes…

Não penso que ninguém aceite um cargo de Ministro sem ter o desejo de o desempenhar bem. O problema está entre o desejar e o fazer. Penso que a Ministra deseja o melhor para a educação com este modelo de avaliação, só não sabe muito bem é como levar o projecto para a frente quando são detectadas falhas evidentes neste. O não reconhecimento de falhas leva à tomada de força e ausência de diálogo para com os docentes de modo a impor um modelo. A história ensinou que modelos impostos muito raramente resultam.

Os sindicatos representativos da classe docente dizem que esta avaliação não serve. Defendem a sua posição, recorrendo ao sistema de avaliação que está em funcionamento. Se o ministério o quiser discutir e melhorar estão disponíveis para o fazer. Mesmo assim sou da opinião que eles levantarão sempre entraves a qualquer avaliação que permita uma clara distinção entre os melhores e os piores docentes de uma escola. Usando o argumento de “interesses dos docentes” tentam bloquear modelos avaliativos que não permitam uma progressão suave na carreira de modo a manter a classe contente, e, em última instância, a manutenção do seu lugar na chefia sindical. Tudo isto é um exemplo clássico vindo da sociologia.

Dos mais variados argumentos contra o esquema de avaliação, um dos mais usados é o das famosas cotas. Ou seja, um tecto máximo no número de docentes que pode obter a classificação de muito bom ou excelente. Por princípio não sou contra cotas, podemos rever a percentagem e distribuição destas, mas penso que não são um argumento assim tão perturbante. Quando concorri para a Universidade havia um certo número de vagas para preencher. Até podia ter média de 20, se houvesse 30 vagas e 31 alunos com 20 valores, um deles ia ficar de fora. Indirectamente isto são cotas. Quando concorri ao programa Sócrates/Erasmus havia um predeterminado número de candidaturas que seriam aprovadas. Se o número de excelentes candidaturas ultrapassa-se o limite estipulado, alguém ia ficar de fora. O mesmo se passa quando concorremos a bolsas de doutoramento, mestrado etc… Todos estes esquemas de ensino se regem por cotas, não vejo nenhuma razão para que a classe docente também não tenha um esquema semelhante na sua avaliação.

Outra questão na baila é se as notas dos alunos devem ou não ser usadas na avaliação. Penso que sim. Não de forma directa como uma média aritmética, mas sim normalizada pela nota média que uma escola tem… Assim uma escola mais problemática teria uma média mais baixa fazendo com que a média de notas de uma turma não fosse tão penalizada.
Mas sou da opinião que todos estes pormenores deveriam ser discutidos, a seu tempo, nos gabinetes do governo em conjunto com os docentes de reconhecido mérito.

Para terminar:

A educação é o pilar do desenvolvimento de um Pais, mas a educação não é propriedade de ninguém, nem professores, nem Ministérios. A educação é um direito dos indivíduos. Cabe ao estado garantir que todos tenham acesso a uma educação de qualidade e cabe aos docentes a transmissão de conhecimentos. O que acontece agora é que o Ministério está interessado em garantir a sua visão, e os professores estão interessados na manutenção dos seus interesses. E os alunos? Esses, qual elo mais fraco, continuam no fogo cruzado. A receber uma educação deficiente e desajustada à galopante realidade tecnologia da sociedade. Responsáveis?

Os intervenientes… Docentes, Ministra e sindicatos em partes iguais, por não estarem a cumprir o papel que lhes compete.

A mente da opinião pública está também ela numa encruzilhada, não sabe se acreditar na Ministra, nos docentes ou nos tribunais…

O gravíssimo erro de Sócrates foi esse mesmo, levantar conflitos públicos entre classes em vez de definir as políticas no seu gabinete em conjunto com a oposição e depois apresenta-las de modo coerente e claro. Em vez de isso optou pela força e imposição, tentando depois fechar os olhos à população com retórica…

Escrevia Roger Waters em meados de 1979 “We don´t need no though control”

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Viagem ao Centro do meu Mundo...

Texto publicado no Jornal Notícias do Vale de 30/06/2010

Apetece-me fugir a rotina... Falar-vos de coisas que podem parecer normais... Mas que no fundo... E ao fim de algum tempo... Se entranham em nós e tendem a fazer-nos recordar de que os anos passam... De que e frescura já não é a mesma... De que a idade pesa... E de que o melhor da vida... É o que vivemos hoje... Amanhã... E nunca o de ontem...

Quinta vez na vida que visito Brno... Segunda maior cidade da República Checa... Se querem que vos diga... Já sinto está cidade como minha... Desde 2002 que regularmente aqui venho... Tenho amigos... Tenho os meus cafés preferidos... Tenho os meus restaurantes preferidos. Tenho os meus bares preferidos... Tenho uma cidade... Onde tudo me parece familiar... Onde apanhar o autocarro a meio da noite... Partilhar a viagem com outras pessoas da cidade... É o mesmo sentimento de quando apanhava o autocarro para a escola em Vizela...

Mas os anos passam... Já não tenho 23 anos... Mas os cafés estão ainda aqui... O Spolek... Sítio místico e diferente... O Café Tripoli. Toque requintado de modernidade e frescura... O restaurante pizzaria Coliseum... Onde degustar uma pizza e comer uma massa aguça os sentidos... A cervejaria Pegasus... Onde comer umas costelas de porco e beber uma cerveja com limão... Aguça o apetite para mais... Os bares... Ai os bares... obscuros... encerrados em caves profundas... Já dizia Adolfo Luxúria Canibal na famosa música “Budapeste”... Pelas caves da cidade são só bandas a tocar... Em Brno é mais uma boa conversa... E umas meias litradas de cervejas. Intercaladas com um shot de Uísque... Para isso nada melhor que visitar... O Charlies... Sítio mítico da cidade.... O Metro... Sala de concertos durante a semana... Discoteca ao fim de semana....

Mas os anos passam... As meias litradas de cerveja... Passaram a uns copos esporádicos de gin tónico... Acompanhados de nada... A não ser uma boa conversa quando a companhia ajuda... Os anos passaram... Os 23 já lá vão... Muita gente por mim passou... Mas a cidade... Essa que viu nascer Milan Kundera... Autor do livro “A insustentável leveza do ser”... Contínua igual... Imutável... Bela como sempre....

E os anos passam....
E o que realmente interessa na vida... Deixa de ser o passado... Que é lembrado com alegria... Seguido de um grande suspiro... Mas que rapidamente dá lugar ao Hoje...

Hoje é o dia que realmente interessa... E a vida resume-se a isto. Ao Hoje... Esperando pelo Amanhã...

Seja em Brno... Seja onde for...

29 de Junho de 2010... meia-noite e meia... Pension Edison... Brno... República Checa...


Como prometido...
Aqui fica a lista das obras há muitos anos de prometidas para Vilarinho. Só me deixarei de me referir a elas, quando uma por uma, forem sendo executas e concluídas, espero com isto manter na lembrança dos meus conterrâneos Vilarinhenses os anos a fio que levamos de promessas incumpridas.

Rede de Abastecimento de água
Rede Saneamento básico
Estrada de ligação a Paradela
Requalificação da E.M. 513
Capela mortuária e casas de banho no cemitério
Creche
Lar de Idosos